Inflação na RMBH caiu para 2,03% em 2017

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Fonte: Diário do Comércio

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) encerrou 2017 com uma inflação de 2,03%, inferior ao piso da meta estabelecido pelo Banco Central, que era de 3% para o ano. Apesar da expressiva redução do indicador quando confrontado com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2016 (6,60%), a desinflação nessa proporção já era esperada para a região. No último ano, os alimentos, que têm um peso de 25% na composição do orçamento familiar, vinham registrando sucessivas deflações e foram fundamentais para o arrefecimento.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA da RMBH do ano passado foi o menor dos últimos 19 anos. Desde 1998, quando ficou em 1,98%, a inflação na região não atingia patamares tão baixos. Na comparação com as outras 12 áreas pesquisadas pelo IBGE, o índice de preços local foi também o segundo menor em 2017, ficando abaixo, inclusive, da média nacional (2,95%).

O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Guilherme Almeida, destaca que os alimentos influenciaram de modo geral o resultado da inflação no País. Ele pondera, entretanto, que a RMBH sofreu maior impacto do grupo, que, localmente, registrou uma deflação de 4,05% no ano passado, enquanto no Brasil a variação foi negativa em 1,87%. Para Almeida, a queda diminuiu a pressão sobre o orçamento familiar.

“A gente percebe um cenário de desinflação, ou seja, ainda temos aumento de preços, mas mais favorável, com intensidade menor do que nos anos anteriores, e isso significa um alívio para a economia”, analisa o economista da Fecomércio MG. Os alimentos que mais contribuíram para segurar o avanço do IPCA na Grande Belo Horizonte em 2017 foram: frutas (-26,83%), feijão-carioca (-49,65%), carnes (-4,84%) e açúcar (-18,59%).

Em dezembro, reflexo das comemorações natalinas, houve inflação na RMBH de 0,33%, tendo sido esse o quinto menor resultado entre as áreas analisadas pelo IBGE. À frente, apareceram Belém (-0,18%), Salvador (0,10%), Campo Grande (0,15%) e Porto Alegre (0,28%). Assim como no indicador anual, o IPCA mensal na região também foi inferior ao nacional, que fechou o último mês do ano em 0,44%.

Dos nove grupos que compõem o índice de preços, sete tiveram variação positiva em dezembro, na comparação com novembro, na Grande Belo Horizonte.  Os únicos grupos que verificaram deflação foram habitação (-0,89%) e comunicação (- 0,10%).
Entre os produtos que apresentaram a maior elevação de preços no mesmo período, os destaques foram passagem aérea, com aumento de 26,69%, banana-prata (13,60%), batata-inglesa (11,12%) e melancia (10,08%). No sentido oposto, as reduções mais expressivas ocorreram com abóbora (-14,84%), quiabo (-13,17%), cenoura (-11,16%) e feijão-carioca (-10,86%).

Apesar das pesquisas apontarem um processo de desinflação em 2017, muitos consumidores da RMBH afirmam que não sentem na prática os efeitos da desaceleração do IPCA. Guilherme Almeida explica que isso ocorre porque o indicador traz somente um retrato do consumo médio da população. “A minha cesta de consumo, por exemplo, é diferente da cesta do outro. Então, a inflação individual varia muito por conta do comportamento de consumo de cada pessoa, de quais itens compõem a cesta familiar”.

Projeções - Para este ano, devido à retomada da economia, que vem ocorrendo nos últimos meses, a expectativa é de que a inflação na RMBH seja superior à de 2017. E, ao contrário do que ocorreu no ano passado, os alimentos é que podem pressionar o IPCA desta vez, já que se estima uma safra 10% menor em 2018. Almeida arrisca uma variação positiva do índice de preços em torno de 4,5%.

“Se tem maior demanda, a tendência dos preços é subir. Esse movimento de recuperação econômica traz aumento no nível de preços, mas que não deverá ser tão elevado a ponto de estourar o teto da meta, porque a ociosidade da economia ainda é muito grande”, completa o economista da Fecomércio MG.

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