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Notícia

Segunda-Feira, 19/06/2017

Festas juninas impulsionam as vendas no comércio de Belo Horizonte

Fonte: Diário do Comércio

As festas juninas em Belo Horizonte estão esquentando o comércio da Capital. Lojistas relatam aumentos de 30% a 80% nas vendas, impulsionadas pelos produtos típicos da época. Mas os empresários informam que não houve melhorias no comparativo com o mesmo período do ano passado e notam que o consumidor está cauteloso, ainda devido ao cenário de crise econômica. “As pessoas comemoram do mesmo jeito, mas tem muita gente reaproveitando o que é possível”, diz Giulia Rolim Cruz, proprietária da loja A Feira das Festas, no bairro Cidade Nova, na região Nordeste da Capital.

Ela diz que a procura por produtos da época incrementam as vendas em até 30%. No comparativo com o ano passado, o volume de vendas está pior. Entre os produtos procurados ela cita as bandeirinhas, lanternas, guirlandas, painéis de santos, chapéus, espantalhos, estalinhos e adesivos que imitam remendos e podem ser colocados nas roupas. Entre os alimentos estão pipoca doce, pé de moleque e paçoquinha.

Paulo dos Santos, funcionário da loja Rei do Chocolate, que tem quatro unidades em Belo Horizonte – no Centro e na Savassi –, disse que as festas juninas, principalmente as realizadas nas escolas, aumentam as vendas em até 40%. Mas, segundo ele, o movimento está abaixo ao do mesmo período do ano passado. Entre os produtos vendidos estão chapéus, enfeites, potes para caldo, além de comidas típicas, como paçoca e outros doces.  

Na Alfa Fantasia, na Galeria Ouvidor, no centro, o aluguel das roupas de quadrilha para adultos e crianças incrementou o movimento em 30%. Mas o proprietário da loja, Nercy Alves de Oliveira, disse que houve queda no comparativo com o ano passado. “A economia ainda está parada, o pessoal está com medo de gastar”, diz.

Proprietária da Loja da Kátia, no Mercado Central, Kátia Luciana Tavares percebeu um aumento de 30% nas vendas de itens típicos. Entre os produtos que ela comercializa na sua loja, que é de artigos de festas, há enfeites como bandeirinhas e balões. Para ela, o que mais aquece o comércio nessa época são as festas particulares.

Também no Mercado Central, a loja Biscoitos São Geraldo teve incremento nas vendas de 30%, aumento impulsionado principalmente pelas festas nas escolas. Segundo Malu Duarte, filha do proprietário da loja, a maior procura é por canjica e amendoim.

Aumento expressivo – de 80% – foi sentido na J&M’s Artesanatos, também no Mercado Central. Segundo Marisa de Castro Barbosa, as festas juninas movimentam mais a sua loja que o Natal. Segundo ela, isso ocorre porque no seu comércio há uma grande diversidade de produtos tradicionais, como peneiras, balaios, chapéus e espantalhos. “As peneiras são muito procuradas pelo pessoal das escolas para usar como enfeite ou na dança das crianças”, disse.

Presidente da União Junina Mineira, Jadison Silva Nantes diz que as quadrilhas movimentam o comércio de maneiras diversas. Ele cita, por exemplo, a venda de tecidos e aviamentos para as fantasias, além dos chapéus. E, segundo ele, as compras são feitas principalmente no Barro Preto e centro da Capital.

A Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) lançou no início do mês a 39ª edição do Arraial de Belo Horizonte, com programação que começou no dia 9 deste mês e vai até 9 de julho. Segundo o órgão, a festa será a maior de sua história. Mais de 200 festas já foram cadastradas pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, sendo 158 abertas ao público.

Preços - Para quem está interessado em fazer uma festa junina, é bom preparar o bolso. Este ano, os preços de produtos típicos estão mais salgados que os do ano passado, segundo pesquisa do site Mercado Mineiro realizada na Capital entre os dias 7 e 9 deste mês. Segundo o levantamento, feito em supermercados e no Mercado Central, o pacote de amendoim da Yoki (500g) foi o recordista de aumento. O preço médio era de R$ 5,98 em 2016 e foi para R$ 9,16 em 2017, um acréscimo de 53,14%.

O levantamento apontou ainda diferença de preço de até 115,08% em produtos típicos da época.  Segundo dados da pesquisa, essa variação foi encontrada no milho de canjica Yoki (500g), que pode custar de R$1,99 até R$ 4,28. O pacote de amendoim Pink de 500g pode custar de R$ 7,98 até R$ 13,99, com variação de 75,31%.


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