Covid-19 e o incentivo as oportunidades

Eliane Maria Ramos de Vasconcellos Paes
eliane@elianeramos.com
Presidente Conselho Recursos Humanos

 

“Vivemos uma crise global de saúde que exige de governos, empresas e organizações decisões não apenas rápidas mas também criativas e inovadoras dado o ineditismo dos fatos e implicações relacionados á disseminação do coronavírus.” Boa noticia: grandes talentos estão surgindo e brilhando, nas lideranças e em especial nos Recursos Humanos.

Em “A Rosa Púrpura do Cairo”, o mocinho sai da tela para declarar o seu amor por uma garçonete, Esta é a solução do momento, para quando o trabalho permite, ficarmos em isolamento social , afastados uns dos outros, medida para proteger e salvar. Neste momento, todos nós somos heróis dos filmes das nossas vidas , pensando no bem maior de todos.

O grande herói , mas antes de tudo humano, o líder consciente , porque ele, como canta o poeta, é o grande motivador, muito mais que um amigo, parte indissociável do caminho, aquele que nos ensina o jogo da vida e por quem nunca vamos ficar mudos pra falar de amor, ou seja, o modelo ideal personalíssimo de líder que cuida, humano e consciente.

E os tantos outros líderes amigos humanos da nossa existência, que se dedicam a nos ajudar, por que fazem isso? Certamente, porque nós faríamos a mesma coisa por eles, em uma troca de confiança, respeito e cooperação.

Para a boa construção de um relacionamento saudável, a confiança é fundamental. É uma crença edificada aos poucos e conquistada por meio dos nossos comportamentos e ações.

Ao atravessarmos o pandemônio, o COVID-19 nos impõe a passagem miltoniana para um novo mundo e, diante de tantas e sofridas transformações, vivemos dias aterrorizantes de medo e pânico, de tal forma que as evidências determinam que precisamos ser mais líderes das nossas próprias vidas, sem nos esquecer que a responsabilidade pelo próximo é um dever social, no sentido mesmo daquilo que aperta o coração.

Que loucura colossal, precisamos tanto de afeto como do ar que respiramos e eis que um exército invisível, cuja imagem estrutural mais se parece com os cem olhos de Argos, da mitologia grega, nos vigiando a todo instante e ostentando a marca da maldade, invade as nossas vidas para anunciar que, a partir de agora, para preservamos o nosso bem maior, a saúde, deveremos nos isolar.

Não queremos ficar doente juntos, queremos é ficar bem juntos.

Nunca falamos tanto sobre a importância de nos conectarmos mais presencialmente, ao invés de pelos meios virtuais, como tem sido a nossa conduta mais recente. Isso porque somos essencialmente seres sociais e, consequentemente, necessitamos uns dos outros.

No entanto, em nome da vida maravilhosa e poderosa idealizada pelos que “fazem parte dessa massa que passa nos projetos do futuro”, mal acordamos, começamos a correr e correr, tomamos decisões, enviamos mensagens, trabalhamos mais do que tudo , quase nos esquecendo da importância do calor humano que agora é temporariamente banido do nosso convívio, muitas vezes cegados que somos pela interpretação equivocada e distópica da instituição da ascensão social.

O remédio é amargo, o aprendizado é doloroso, mas o momento é de introspecção, não se confundindo e passando longe da alienação. Sob regras inquebráveis, mudaremos a rotina das nossas vidas, reduziremos os encontros festivos e as reuniões de trabalho, o ritmo da batida por certo, viajaremos menos e, por mais que as grandes oportunidades sempre estejam batendo à porta da crise, a maioria ganhará menos dinheiro.

Porém, com sincero otimismo, crie um ambiente de calma e reflita: O que diferencia a pandemia de COVID-19 é a aceleração da propagação. Já aprendemos a estrutura da partícula viral e, em breve, teremos a vacina contra esse malvado.

“Conhece-te a ti mesmo”: Desde já, cuide melhor da sua agenda e foque no que é prioritário e indispensável. Estamos sob teste do destino para criarmos uma nova organização de sociedade. Sempre que possível, exerça as suas atividades profissionais em casa, reduza cargas horárias, repense estruturas de trabalho, relações econômicas e as adeque à nova velocidade do seu dia a dia.

Então, suspensos beijos e abraços, que tal se nos reconciliássemos com os bons sentimentos e os melhores pensamentos? É isso mesmo, contra o COVID-19 vamos usar as nossas armas natas, como gente que somos, e passarmos a querer e agir humanamente! Vamos nos irmanar e, com convicção, nos recusarmos a aceitar qualquer espécie de sofrimento vivenciado por um ser vivo, como se uma coisa ele fosse.

É a lição de Comte-Sponville, mais atual ainda em tempos de incertezas: Que cada um seja o seu próprio mestre, como convém, e seu juiz, para ser humano, mais forte e doce.

Temos muito a nosso favor, mas, desde já, devemos compreender como viver melhor em um mundo sadio, para, exatamente desse ponto, pavimentarmos virtuosamente o caminho que nos separa.

Ele chegou nos ameaçando sem ser convidado, , no mês de março, que simboliza também a nossa luta contra todas as formas de violência, não nos esqueçamos daquelas que melhor sabem cuidar, as mulheres, a quem rendo homenagens. Mães, filhas, irmãs e amigas. Unidas, seremos nós a conclamarmos a resposta do coletivo para a reconciliação com a verdadeira felicidade, seremos nós, primordialmente, a demonstrarmos que coletivamente, venceremos!

Sigamos juntos, sem demissões, senhores empresários, por favor, para que o sofrimento não seja maior, pois precisamos incentivar oportunidades para que todos exerçam o oficio profissional.

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