Abertura de empresas sobe em MG, mas fica aquém do esperado

Por: Juliana Siqueira

A pandemia da Covid-19 foi responsável por vários reflexos na economia e nos empreendimentos, inclusive no que diz respeito ao número de novas empresas, que ficou abaixo das expectativas no Estado.

Em Minas Gerais, 338.144 pequenos negócios foram abertos ao longo de 2020. O número representa um crescimento de 1,1% em comparação ao ano de 2019. O levantamento considera tanto os registros de microempreendedor individual (MEI) quanto de micro e pequena empresa (MPE).

Os dados foram divulgados pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) e mostram também que os meses que registraram mais aberturas foram janeiro, julho, agosto e setembro.

Ainda segundo as informações disponibilizadas pelo Sebrae Minas, o crescimento de 1,1% foi puxado pelo número de novos MEIs, que aumentou 2% no Estado no ano passado frente a 2019.

A abertura de MPEs, por sua vez, apresentou uma retração de 3% em 2020 na comparação com o ano anterior.

De acordo com o gerente da unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, Felipe Brandão, a crise sanitária e os seus desdobramentos fizeram com que houvesse uma diminuição no crescimento de novos negócios abertos em relação ao que geralmente é registrado.

“Muitos estabelecimentos tiveram de suspender as atividades durante a pandemia. Essa restrição pode ter desestimulado a abertura de novos negócios”, diz Brandão.

Em relação aos setores que puxaram a abertura de novos negócios, o primeiro da lista em 2020 foi o de serviços, com 159.956 empreendimentos. Logo depois vêm comércio (95.219) e indústria (52.922).

As atividades com registros mais volumosos de novos empreendimentos, por sua vez, foram as de restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas, cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza e, ainda, comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios.

Expectativas – O ano de 2021, lembra Brandão, já começou fraco e com desafios pela frente. Em Belo Horizonte, por exemplo, somente os serviços essenciais estão funcionando atualmente, devido ao aumento dos números relacionados à Covid-19. A situação afeta economicamente e diretamente uma série de segmentos e de estabelecimentos.

“O primeiro trimestre deve ser bastante fraco. O ano já começou mais fraco. A segunda onda da pandemia faz com que as pessoas deixem de circular novamente. O comércio está fechado em uma época que poderia ser a extensão das vendas de fim de ano”, salienta ele.

No entanto, ressalta Brandão, quando houver uma quantidade significativa de indivíduos imunizados e o relaxamento nas medidas de restrição e de circulação de pessoas, deve se iniciar um processo de recuperação.

Jornal Diário do Comércio | 20 de janeiro de 2021 

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