IPCA obtém alta de 4,52% em 2020

Por: Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

O Índice de Preços ao Consumidor ao Amplo (IPCA), obteve alta de 4,52% em 2020. O percentual quantificado ficou acima da meta inflacionária de 4%, mas dentro de margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais (p.p.) para mais ou para menos.

Esta é a maior variação registrada desde 2016, período no qual o indicador ficou em 6,29%.

Nos últimos meses, a inflação foi pressionada pela elevação dos preços dos alimentos. O mês de dezembro registrou a maior variação no ano (1,35%) Contudo, o processo inflacionário do referido mês foi catalisado, especialmente pelo aumento da energia elétrica.

Grupo de produtos e serviços

Dos noves grupos de produtos e serviços analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oito obtiverem variação positiva em 2020.

Os alimentos foram os vilões da inflação. O grupo Alimentação e bebidas deteve a maior alta (14,09%) e o maior impacto (2,73 p.p.) no indicador.

A elevação dos preços é explicada, especialmente, por dois fatores: 1) a desvalorização cambial, fator que alavancou as exportações do setor e, consequentemente, gerou o desabastecimento do mercado interno; 2) o aumento da demanda doméstica, estimulada pelos auxílios governamentais;

Além disso, os produtos que mais colaboraram para a variação do grupo foram o óleo de soja (103,79%) e o arroz (76,01%).

A segunda maior contribuição (0,82 p.p.) para a estruturação do IPCA foi oriunda do grupo Habitação, que obteve alta de 5,25%.

Apenas o segmento de Vestuário apresentou a variação negativa (-1,13%). O desempenho é justificado pelo isolamento social, que manteve as pessoas em casa. O menor deslocamento de pessoas retraiu a demanda por roupas.

Inflação por grupo de produtos e serviços:

⦁ Alimentação e bebidas: 14,09%;
⦁ Artigos de residência: 6,00%;
⦁ Habitação: 5,25%;
⦁ Comunicação: 3,42%;
⦁ Saúde e cuidados pessoais: 1,50%;
⦁ Educação: 1,13%;
⦁ Transportes: 1,03%;
⦁ Despesas pessoais: 1,03%;
⦁ Vestuário: -1,13%; 

Regiões

Em 2020, todas as regiões pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta no período. A maior variação foi obtida por Campo Grande (6,85%) e a menor
menor por Brasília (3,45%).

Perspectivas 2021

O mercado financeiro do país antevê uma inflação de 3,34% para 2021. A variação estimada está abaixo da meta inflacionária estruturada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) – 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Posts recentes

Siga a ACMinas

Assine nossa Newsletter

Receba nossa novidades em primeira mão por email.