Mês da Mulher: ainda falta muito, mas elas estão chegando lá

Neste mês em que se comemora o dia internacional da mulher, em 8 de março, dedicamos o espaço do blog ACMinas para pontuar o quanto ainda há para melhorar e, principalmente, para exaltar as empreendedoras que, apesar das adversidades, conquistaram o seu espaço.

A busca pela equidade de gênero no exercício do trabalho é um caminho sem volta, mas os passos ainda são vagarosos. Vagarosos mas não impossíveis. Um estudo global realizado pelo Instituto Peterson de Economia Internacional com 21.980 empresas de 91 países apontou que as companhias com até 30% de lideranças femininas tiveram um aumento de 15% em sua rentabilidade. O mesmo estudo constatou que 60% das empresas não têm em seus Conselhos de Administração a presença de mulheres e, em 50% das empresas pesquisadas, elas não ocupam cargos de alta liderança. Chegam a míseros 5% aquelas que têm uma mulher como CEO.

O Brasil ,de acordo com o Fórum Econômico Mundial, ocupou 92º lugar entre os 144 países com maior equidade de gênero em 2019, demonstrando que as mulheres estão ainda distantes de uma situação ideal. Em um cenário no qual as mulheres brasileiras enfrentam falta de representatividade política, as   diferenças salariais são elevadas: elas recebem 58% do salário de homens exercendo a mesma função.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, as mulheres vão ganhar o mesmo que os homens apenas em 2085; somente vão ocupar 51% dos cargos de diretoria executiva em 2126 e igual percentual em cargos de alta gestão somente em 2213.

Dados levantados pela Fundação Getúlio Vargas, relativos a 2018, não fogem muito à regra. no Brasil, diz a pesquisa, o percentual de trabalhadoras que ocupam cargos de alta liderança (diretoras e c-level) ainda é muito baixo: 7,8%.. Há uma década era de 7,2%. O crescimento existe – mas de forma muito lenta.

O Relatório “País estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras”, divulgado no final de 2019 pela ONG Oxfam Brasil, aponta que, pela primeira vez em 23 anos, houve um retrocesso quando a renda de mulheres é comparada à de homens. Elas ganhavam cerca de 72% do que os homens recebiam em 2016. Em 2017, o valor caiu para 70%, o que é confirmado pelo  IBGE.

Elas continuam, contudo, liderando em atividades não remuneradas, como o cuidar do lar e dos filhos. Segundo o IBGE, com a pausa no trabalho por licença-maternidade ou jornada reduzida, diminuem-se também as oportunidades de carreira e de melhor remuneração. A redução nos salários é de 24% para aquelas quem têm o primeiro filho e de até 40% para quem tem até três filhos.

Na contramão da tendência, pesquisa do Peterson Institute for International Economics destacou que as companhias que aumentaram a presença de mulheres em até 30% nos cargos de alta liderança tiveram um aumento de 15% em sua rentabilidade.

E elas lideram a lista da Forbes Brasil. Conheça as cinco mulheres que são consideradas as mais poderosas do País

Cristina Junqueira – cofundadora do Nubank

Adriana Barbosa – Empreendedora social

Andrea Marques de Almeida – Diretora de Finanças e Relações com Investidores da Petrobrás

Anitta – Cantora, compositora e empresária.

Camila Coutinho – Influenciadora digital e empresária

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