Banco Central surpreende e reduz a Selic para 3% ao ano

Por Leonardo Faria Lima

Na última semana, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) surpreendeu a todos e reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual – de 3,75% para 3,00% ao ano. Assim, o recorde da série histórica do Banco Central foi renovado.

 

 

Três fatores foram primordiais para a instrumentalização desta ação: o fraco desempenho econômico brasileiro, a diminuta inflação doméstica e a deflação em escala global.

Parafraseando o também economista Ricardo Amorim, “entre tentar evitar que o dólar suba mais e tentar limitar a profundidade da depressão econômica que vem aí, o Banco Central escolheu a segunda alternativa”.

Entretanto, o efeito da redução dos juros sobre o consumo e os investimentos será inócuo / nulo, pois, o consumo depende do emprego e da renda (em queda no atual contexto) e os investimentos da redução do grau de incertezas ante o horizonte econômico.

A nova redução da taxa Selic será relevante para as empresas financiarem as despesas do dia-a-dia (o capital de giro) a um custo menor, fator preponderante para sobrepor as perdas ocasionadas pela pandemia do COVID-19.

Além disso, o Copom sinalizou que efetivará novos cortes. O mercado financeiro acredita que a Selic findará o ano no patamar de 2,50% ao ano.