A importância dos pequenos negócios no incentivo ao empreendedorismo

Confira o artigo produzido pela economista; mestre e doutoranda em Administração e membro do Conselho Empresarial de Micro e Pequenas Empresas da ACMINAS,Nair Aparecida de Andrade. 

É inegável a relevância dos pequenos negócios para a economia brasileira, mesmo em tempos de crise, como a que se vivencia atualmente. Os empreendimentos de pequeno porte representam, aproximadamente, 98% do total de empresas existentes no Brasil, de acordo com informações extraídas da Receita Federal do Brasil (RFB). Segundo dados da FGV/SEBRAE, os pequenos negócios respondem por cerca de 30% da produção de riqueza e são responsáveis por 51% do emprego gerado no País.

Conforme dados do Cartão CNPJ da RFB, disponibilizados pelo SEBRAE, em 2020, mesmo considerando o caos causado pela pandemia do coronavírus, foram registrados 626.883 novos negócios de pequeno porte no Brasil, os quais, se comparados ao ano de 2019, apresentam uma leve regressão de 0,5%. Se considerarmos os dados desagregados, as microempresas foram mais penalizadas com a pandemia, já que sofreram uma queda de 2% no número de negócios. Por outro lado, as empresas de pequeno porte tiveram uma taxa de crescimento de 9,5%. As atividades que mais tiveram microempresas abertas em 2020 foram as de corretagem na compra, venda e avaliação de imóveis; suporte técnico, manutenção e outros serviços de tecnologia da informação e consultoria em gestão empresarial. Os pequenos negócios mais formalizados em 2020 foram os de holdings de instituições não financeiras; atividades de intermediação e atendimento de serviços em geral; comércio varejista de material de construção e comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas, coerentemente ligadas às necessidades advindas com os desafios provocados pela crise sanitária e de saúde.

De outra forma, as atividades das Micro e Pequenas Empresas (MPE) mais impactadas negativamente pela pandemia foram as relacionadas a lanchonetes, casas de chá, sucos e similares e bares e restaurantes.

Abordando especificamente as atividades dos microempreendedores individuais (MEI), pode-se notar que o ano de 2020 foi o que apresentou, em termos absolutos, o maior número de formalizações, considerando uma análise da série histórica 2015-2020. No Brasil, foram abertas 2.659.798 atividades classificadas como MEI, representando um avanço de 8,2% em relação ao ano de 2019. No estado de Minas Gerais houve um crescimento de 19,2% desses empreendimentos.  Dentre outras, as atividades que mais cresceram estão relacionadas a restaurante e similares; fornecimento de alimentos preparados preponderante para consumo familiar e comércio varejista de bebidas. Contudo, embora historicamente positivos, os números de MEIs ligados às atividades de cabelereiros, manicure e pedicure sofreram uma retração de 18% em relação a 2019, reflexo do período em que tiveram que se manter fechados devido à pandemia.

Em relação à geração de empregos, dados disponibilizados pelo Ministério da Economia e analisados pelo SEBRAE, demonstram que as MPE fecharam o ano 2020 com uma geração de 293,2 mil novos empregos, ao passo que as médias e grandes empresas extinguiram 193,6 mil postos de trabalho. Desse modo, no geral, em função das MPE, o país fechou 2020 com 142,7 mil novos postos de trabalho.

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