Aeroporto da Pampulha pode contribuir para desenvolvimento do turismo com geração de negócios, emprego e renda

Belo Horizonte e a região metropolitana têm grande potencial de virar um hub de negócios internacionais e atrair grandes multinacionais. E o uso do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, conhecido como Aeroporto da Pampulha, é um ponto fundamental para esse objetivo. O terminal vai ser leiloado à iniciativa privada no dia 5 de outubro. 

Esse foi o assunto discutido pelo Conselho de Turismo da ACMinas, em reunião virtual no dia 13 de setembro. O tema é sensível ao conselho porque o uso diversificado do Aeroporto da Pampulha, em sua total capacidade, pode alavancar todo o setor, além de gerar empregos e outros negócios para a capital, região metropolitana, estado e país.

Luiz Antônio Athayde Vasconcelos, fundador e CEO da Héstia Consultoria, apresentou a necessidade de a ACMinas reunir propostas de ações públicas e privadas para fazer do aeroporto um ponto de negócios em dois sentidos: atrair as multinacionais que queiram estabelecer atividades no Brasil e e-commerce. Segundo Athayde, em poucos anos, a região metropolitana de Belo Horizonte terá condições de se tornar um grande “celeiro de logística”.

“Em 2030, o contorno metropolitano de Belo Horizonte deve estar pronto. E isso dará condições para que nos tornemos um grande celeiro de logística, tomando o lugar de São Paulo. É inverter a lógica. Podemos ter um território muito melhor organizado. E, com um detalhe: temos capital humano disponível, bem treinado e que precisa de emprego”, disse.

Athayde ressaltou que é preciso dar condições aos empresários internacionais para usar o Aeroporto da Pampulha como local de pouso no Brasil e, daqui, se deslocarem para onde for preciso no território nacional. A atração desse tipo de negócio pode incentivar o desenvolvimento de várias atividades econômicas, entre elas a hotelaria, a de restaurantes e bares, por exemplo.

A expectativa apresentada por ele na apresentação é de um potencial de geração de mais de 550 mil empregos na Grande BH em 15 anos, caso o Aeroporto da Pampulha e todas as atividades relacionadas, tenham condições de ser desenvolvidos. 

Athayde diz que a chegada do 5G ao Brasil pode acelerar “a velocidade de tudo” em 100 vezes. Mas mesmo com todo o desenvolvimento tecnológico, o setor de turismo, por exemplo, ainda vai precisar de capital humano, de pessoas. “O bom atendimento não pode ser substituído, automatizado. O setor de serviços, hotéis, restaurantes, museus, precisam de atendimento pessoal”, comentou.

Outro ponto é o e-commerce. O Aeroporto da Pampulha pode se tornar um ponto também de distribuição de produtos vendidos em plataformas digitais. A aviação de carga é uma grande oportunidade para o terminal. “Para isso, é preciso altíssima tecnologia, centros de armazenagem, toda uma cadeia multimodal rodoviária em um intervalo de 800 km”, disse.

E, segundo Athayde, a ACMinas é a entidade que mais reúne condições para desenvolver propostas a serem apresentadas às autoridades, assim que se concluir o leilão do Aeroporto da Pampulha. 

O presidente do Conselho de Turismo, Octávio Elísio Alves de Brito, disse que a ACMinas tem, realmente, todas as condições de avançar em uma agenda complexa, mas definitiva. E que essas questões não se encerram na reunião. O presidente da entidade, José Anchieta da Silva, disse que o desejo é trabalhar até o ponto final da questão do Aeroporto da Pampulha.

Confira a ata:

REunião Conselho de Turismo 13 09 (002)

Compartilhe

Receba novidades por email

Assine nosso informativo

Não enviamos Span, apenas as última novidades.

Mais Lidos

Veja mais: