Dia Internacional da Mulher: 7 empresas que estão virando o jogo da equidade de gênero

Por: Beatriz Calais, Daniel Veloso, Gabriela Arbex, Juliana Andrade e Laís Campos – Forbes

Ano a ano, o Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo domingo (8), traz à tona a questão da equidade de gênero e de salários no mercado de trabalho. É verdade que muito já foi feito, mas a realidade é que ainda há muito a se fazer. A quinta edição do relatório “Mulheres, Empregos e o Direito 2018”, do Banco Mundial, indicava que, naquele ano, 43% da força de trabalho do Brasil era constituída por mulheres, que representam metade da população do país (50%). Os salários médios delas, porém, eram 25% menores.

A pesquisa mostrou também que a participação feminina cai conforme o aumento de nível hierárquico. Isso significa que as mulheres estão ganhando espaço, mas ainda são minoria nas posições de direção e gerência. Nos cargos gerenciais, por exemplo, elas representam apenas 37,8% do total.

Nos últimos anos, os argumentos para a contratação de profissionais mulheres deixou de lado a questão dos direitos humanos e assumiu um tom mais contundente no que diz respeito aos benefícios econômicos. Cálculos da McKinsey mostram que a maior participação da mulher no mercado de trabalho e em cargos diretivos tem o potencial de injetar até US$ 12 trilhões no PIB global até 2025. No Brasil, o incremento seria de cerca de US$ 410 bilhões.

No que diz respeito ao empreendedorismo, o levantamento do Banco Mundial apontou que as desigualdades de gênero estão associadas à redução da renda e da produtividade agregada. As pesquisas na área estimam que essa diferença cause uma perda média de renda geral de 15% nas economias da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), organização da qual o Brasil é considerado um parceiro-chave, e que 40% dessa perda se deva a desigualdades no empreendedorismo.

No mundo corporativo, o cenário não é diferente e existem benefícios estratégicos na conquista da igualdade de gênero nos quadros das corporações. De acordo com uma pesquisa da McKinsey, empresas com mulheres em cargos de liderança têm 21% a mais de chances de ter desempenho financeiro acima da média. Já um estudo da Cia de Talentos revelou que companhias onde o ambiente de diversidade é reconhecido, tem funcionários 17% mais engajados e dispostos a irem além das suas responsabilidades. “Promover a equidade de gênero em todas as atividades é garantia para o efetivo fortalecimento da economia, o impulsionamento dos negócios e o desenvolvimento sustentável”, diz David Braga, CEO e headhunter da Prime Talent.

Para Liliane Rocha, CEO e Fundadora da Gestão Kairós, consultoria de Sustentabilidade e Diversidade, ainda há muito que avançar no Brasil. Segundo ela, apesar dos movimentos em prol de mais igualdade e inclusão que as empresas brasileiras têm empreendido, há muito espaço para melhorias. “A mudança só será possível ao longo do caminho. Não é possível parar, filosofar e desenhar a sociedade ideal para prosseguirmos. A mudança é feita a cada dia. E quando olhamos os aspectos da diversidade em termos de gênero, ao menos em tese é um dos que apresenta menos barreiras para ser trabalhado”, diz.

Algumas empresas estão provando que isso é possível. Ao longo dos anos, elas estão diversificando processos, incrementando políticas e criando culturas capazes de mudar esse cenário. Veja, na galeria de fotos a seguir, 7 companhias instaladas no Brasil que fizeram a lição de casa e, hoje, já atingiram a equidade de gênero em seus quadros de funcionários ou estão prestes a chegar lá:

(Confira na íntegra)

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