Informação eficiente e planejamento – Artigo

Informação eficiente e planejamento, fontes seguras de resistência a crises

Adão de Matos Júnior

Sócio da Bolster Consultancy e membro do Conselho das Micro e Pequenas Empresas da ACMinas

             Apesar do prolongamento da crise na Zona do Euro e da guerra  comercial entre a China e os Estados Unidos, o Brasil vem conseguindo manter um  razoável dinamismo na busca de crescimento e na resistência à retração global. Esse contexto trouxe ao gestor brasileiro uma grande necessidade de informações confiáveis e uma visão estratégica da sua empresa. Neste sentido, foi positiva a visão futurista do País que, desde o final de 2007, adaptou sua legislação, com a Lei 11.638/07, a um cenário que então se delineava e no qual o Brasil entendeu que para se enfrentar uma crise seria preciso buscar forças no mercado interno e junto ao investidor externo.

             Diante desse fato, investidores e gestores se depararam com a necessidade de compreender os dados desse contexto e, dessa forma, o País passou a conhecer e dar importância à contabilidade e a quem consegue fazer dela uma fonte de informações capazes de referenciar o planejamento estratégico. Esta busca de conhecimento, visando a um planejamento estratégico eficaz, trouxe a necessidade de uma linguagem melhor adaptada ao mundo corporativo, e não somente ao mercado, levando o empresário brasileiro a se preparar para atuar nos mercados nacional e internacional não mais somente por meio das grandes e médias empresas mas, agora, também pelas pequenas e microempresas.

             Este segmento, no Brasil, não tinha em sua cultura a percepção de que a contabilidade é parte de intrínseca dos negócios. Os empresários do setor percebiam-na somente como uma necessidade para a prestação de contas ao fisco, geração das guias de impostos e folhas de pagamentos, entre outras obrigações. Hoje, porém, estão atentas à importância da contabilidade como uma ferramenta gerencial, como fonte de continuidade de seu negócio e de atração de investimentos visando ao crescimento das empresas. Com isto o gestor teve, além de novas atribuições, maior reconhecimento de suas atividades, que passaram a ter importância decisiva para a tomada de decisão em todos os setores da empresa.

             Para 2019, esperamos que, ainda neste final de segundo semestre, o País retome o crescimento de forma mais acentuada, o que fará com que aumente, ainda mais, a força interna das pequenas e microempresas brasileiras e a conquista da internacionalização dos seus produtos. Mas para isto não basta apenas ter conhecimento da nova realidade contábil, mas aplicá-las efetivamente, utilizando as informações de modo que estas possam constituir um agente transformador capaz, também, de orientar e  construir o planejamento para os próximos meses ou anos.

             O Planejamento Estratégico é um processo de grande importância nas organizações, independentemente de seus portes e setores de atuação. Se  bem executado, ele as impulsionará na direção correta, de forma que possam definir sua identidade organizacional, desenvolver controles de desempenho, antecipar-se às ameaças, reduzir seus custos quantitativos e invisíveis, melhorar a qualidade de seu quadro de profissionais e traçar um plano de oportunidades conhecendo melhor as suas fraquezas, forças e ameaças.

 Quem ganha com tudo isso são as empresas, o mercado e os investidores, que passam a ter em mãos, cada vez mais, informações uniformes, de qualidade, transparentes e estrategicamente planejadas.

 

 

E-mail: adao.matosjr@bolsterbrasil.com

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