Minas e Israel: parceria com grandes oportunidades de negócios

Israel é o país das oportunidades de negócios. Um pequeno território com mais de 80% dele tomado por áreas desérticas aprendeu a otimizar conhecimento, relações e atividades econômicas para concorrer com grandes potências. E é esse ambiente promissor que a ACMinas espera aproximar do empresariado mineiro. 

O Conselho de Relações Internacionais da ACMinas realizou, no dia 9 de novembro, o webinar “Israel e Minas Gerais: Infinitas Oportunidades”, com a participação do presidente da Câmara Minas Gerais – Israel de Comércio e Indústria, Paulo Henrique Jeilhovsch. E também o diretor da entidade e especialista no fomento de negócios entre Brasil e Israel, Ric Scheinkman, além do chefe de operações da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos em Jerusalém, Felipe Campbel. O mediador foi Luiz Guelman, diretor da câmara e vice-presidente do Conselho de Relações Internacionais da ACMinas. 

Para contextualizar, o presidente do conselho, Claudio Motta, fez um breve perfil do país, que tem cerca de 9 milhões de habitantes, sendo 74% judia, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) altíssimo. Com área total equivalente ao estado de Sergipe, 85% de seu território é desértico. O país ainda é cercado por três mares e pelo Mar da Galiléia, que é um grande lago de água doce.

 

Câmara Minas Gerais – Israel de Comércio e Indústria

Paulo Jeilhovschi disse que, apesar de ser um país pequeno, é extremamente desenvolvido, apresentando uma densidade de startups que é a 2ª maior do mundo, perdendo apenas para o Vale do Silício, nos EUA. A capital, Tel-Aviv, é o 2º melhor ecossistema de inovação global, segundo o Relatório de Ecossistema de Startups. 

“Israel é o país que mais gasta seu PIB com inovação e desenvolvimento, chegando a 4,5% do montante. As áreas de atuação são saúde, segurança, alimentos, mineração, educação, energia, segurança cibernética e mobilidade. E por ser um país pequeno, faz tudo para o mundo. Sempre pensando em exportar as soluções ali desenvolvidas”, disse. 

Alguns acordos e características de Israel tornam o país muito propício para o empresariado mineiro, como acordo de livre comércio Mercosul – Israel; comércio bilateral Brasil-Israel (cerca de US$ 1,5 bilhão, e Minas representa aproximadamente 5%, ocupando o 4º lugar no ranking nacional); grandes possibilidades de parceria acadêmicas e tecnológicas; possibilidades de trocas de know how em áreas mais tradicionais da economia, como mineração agricultura, extrativismo e pecuária; e desenvolvimento de acordos comerciais para ambos nas áreas de turismo, alimentação, tecnologia, dentre vários outros. 

Dentro dessas possibilidades, o governo de Minas tem uma agenda com foco em tecnologias para águas e agricultura, mobilidade do futuro, mining hub, e a expressão Minas Kasher ou Kosher. As palavras hebraicas significam “apropriado” e são usadas para classificar produtos alimentícios que obedecem ao judaísmo. Em Israel, estar dentro dessas normas é fundamental para expansão e desenvolvimento de qualquer produto. 

Ric Scheinkman acrescentou que o ecossistema econômico de Israel está aberto para oportunidades de negócios com o Brasil. “Este ano, o país já investiu US$ 18 bilhões em mais de 500 empresas. E essas empresas estão nas áreas de saúde, inteligência artificial, fintechs, mobilidade, agro e tecnologias, tecnologias para comida e água, segurança cibernética, internet das coisas e defesa”, completou.

 

Apex – Brasil

Felipe Campbel apresentou algumas possibilidades de negócios que estão no radar da agência, que é a oficial do Brasil para promoção de negócios internacionais, dentre eles e-commerce; novos formatos de promoção comercial digital; estratégia regional, ampliação das ações de apoio à expansão internacional de empresas brasileiras; estratégias de branding que fortaleçam o posicionamento do Brasil; e atração de investimentos e cadeias globais de valor.

O setor alimentício é uma grande possibilidade de negócios entre os países. Alguns produtos brasileiros estão em alta em Israel, como castanhas do Brasil e sucos cítricos, que registraram crescimento de exportações após o acordo com o Mercosul; produtos saudáveis e orgânicos, e aqui entram o açaí e a tapioca; e ainda calçados com sola de borracha, principalmente as sandálias Havaianas, febre no país. 

Ele ainda aponta áreas com forte comércio: equipamento de transporte, principalmente peças de ônibus e caminhão; higiene pessoal; cosméticos; gemas e pedras preciosas; celulose e papel; moda praia; e design de móveis. 

E o ponto de atenção é o setor de games. A expectativa é que, em 2025, metade da população israelense deva estar consumindo algum tipo de jogo eletrônico, sendo os jogos pelo celular os mais populares. 

Ao fim do evento, o vice-presidente e coordenador dos conselhos da ACMinas, Marcos Brafman, falou da importância dos dados apresentados para possibilitar os estreitamentos das relações comerciais entre Minas e Israel. 

 

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