Os ‘gargalos’ no comércio internacional de Minas Gerais

Minas Gerais é o segundo estado em volume de exportações, sendo responsável por 13% desse tipo de transação no país. E, ainda diante deste bom resultado, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SEDE) identifica gargalos que Minas precisa enfrentar para melhorar ainda mais seu desempenho no mercado internacional.

Para mostrar quais são alguns desses problemas, o Conselho Empresarial de Relações Internacionais da ACMinas convidou o diretor de Promoção de Exportações, Marcello Faria, para falar sobre o panorama do comércio internacional de Minas Gerais e discutir formas de como a entidade pode estabelecer ações para diminuir esses pontos, incentivar a entrada de seus associados no mercado internacional e ajudar os que já estão nele. A reunião virtual foi feita no dia 17 de setembro.

Um dos gargalos mostrados por Faria é a dependência do mercado chinês. Em 2020, Minas Gerais exportou para 185 países. Mas somente a China representou 39,6% dos negócios. O problema é que um volume tão grande em um país somente deixa o exportador vulnerável a possíveis problemas, como câmbio e relações políticas internacionais. Nesse mesmo cenário, os negócios com mais de uma centena de países representam 28%. O ideal é que os negócios sejam mais variados e distribuídos melhor para vários países, de forma que uma hipotética crise não afete fortemente o comércio internacional. 

Outro exemplo de ponto que pode e deve ser melhorado é a indústria de pirotecnia. O Centro-Oeste de Minas Gerais é o segundo maior polo produtor de fogos de artifícios e afins no mundo, perdendo somente para a China. Mas mesmo assim, não é exportador para os Estados Unidos, que é o maior consumidor de pirotecnia no mundo, especialmente perto do feriado de 4 de julho, data em que se comemora a Independência do país. 

É necessário ainda incentivar o comércio internacional em mais municípios mineiros. Dos 853 que compõem Minas Gerais, 10 deles representam 50,1% do volume de negócios, sendo Nova Lima lidera essa lista, com 8,9%. As outras 843 cidades, juntas, representam 50,9% dos negócios. Há, aqui, uma grande possibilidade de crescimento econômico.

O presidente do conselho, Claudio Motta, disse que está na hora de o governo centralizar as medidas de exportação e todos os procedimentos para que seja possível amparar o empresariado e, portanto, a economia do estado.

 

Confira apresentação:

Apresentação do Comércio Internacional de Minas Gerais

Confira Ata

Ata-10 – 17.09

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