Transparência contra crise

Cláudia Abreu, coordenadora de Recursos Humanos do Colégio ICJ
Pode parecer clichê, mas relembrar a missão, a visão e os valores da empresa nunca é demais. Em um cenário econômico desafiador, as empresas que deixam claro quais são as metas e o que é necessário para alcançá-las, conseguem maior mobilização de seus colaboradores em prol dos resultados, garantindo a sensação de pertencimento e transparência nas relações.

Vale lembrar que o modelo de gestão participativa pode contribuir bastante para enfrentar o cenário de crise. Quando o gestor divide com seus colaboradores as dificuldades a curto e médio prazo, fica mais fácil chegar à outra margem, pois contará com o esforço de toda a equipe.

Nesse aspecto, as reuniões e a comunicação com a equipe devem ser mais estratégicas, abertas e transparentes a todos os colaboradores. É importante motivar e permitir a participação de todos os agentes nos processos de mudança necessários. Afinal, quando a equipe pensa junto, certamente podem surgir soluções que o Gestor sozinho não enxergaria.

Para chegar fortalecida do outro lado da crise, a gestão precisa ter capacidade analítica, não basta fazer cortes no orçamento daqui e dali. A máxima “fazer mais com menos”, tão repetida nos últimos tempos, deve ser traduzida em um plano de ação que revele o papel de cada um na geração de resultados.

No entanto, é natural que as pessoas sintam-se inseguras diante das notícias sobre o cenário político econômico atual. É nesse momento que a gestão deve estar atenta e disposta a ouvir as dúvidas e acabar com o clima de medo generalizado, sendo transparente nas decisões, mesmo quando o corte de pessoal for inevitável.

O fato é que mesmo com todo o desgaste, momentos difíceis deixam ensinamentos valiosos para todos, patrões e empregados. Às vezes, é preciso enxugar processos para retomar o crescimento.

Recentemente, promovemos uma reunião de integração com as equipes administrativa e pedagógica do ICJ para discutir as metas de 2017. É impressionante observar como as pessoas se sentem mais “donas do negócio” quando são ouvidas e chamadas a participar. Desde então, recebemos várias ideias para reduzir custos desnecessários e inovar em práticas e processos. Aplicamos uma pesquisa de avaliação das iniciativas propostas na reunião e os participantes apontaram grande receptividade às ações.

Com disposição e interesse é possível alcançar resultados interessantes em relação à motivação da equipe, desde que as ações sejam contínuas. Capacitar é um processo e, por isso, nunca deve ser deixado de lado. As empresas que entenderem esse recado e partirem para a ação, passarão pela crise mais fortalecidas e bem estabelecidas no mercado. Nada melhor que investir em estratégias de engajamento, ouvir e compartilhar as melhores práticas para um crescimento conjunto.

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