União entre turismo e mineração é solução para economia

A reunião conjunta do Conselho de Mineração e Turismo iniciou-se com a leitura de um texto em homenagem ao ex-vice-presidente da ACMinas, José Mendo Mizael de Souza, falecido no dia 23 de setembro. Após a leitura do texto, os participantes da reunião fizeram um minuto de silêncio em memória ao ex-vice-presidente.

O foco da última reunião conjunta entre os conselhos de Turismo e Mineração e Siderurgia da ACMinas se concentrou em encontrar caminhos viáveis para integrar a mineração ao turismo, retomando a economia advinda do setor cultural do estado. Octávio Elísio, presidente do conselho de Turismo, iniciou a reunião explicando que Minas Gerais se formou através da extração de metais preciosos, atividade que, além de ter favorecido o povoamento das cidades de Ouro Preto e Mariana, criando um patrimônio cultural de grande relevância, contribuiu para o desbravamento de outras regiões interioranas brasileiras. 

O presidente do conselho de Mineração e Siderurgia, Adriano Espeschit, ressaltou a importância econômica da mineração e que essa atividade não pode ser abominada em Minas Gerais. Segundo Adriano, a atividade minerária é uma indispensável força motriz da economia. “O minério é econômico. O seu valor se modifica com o tempo, e o reaproveitamento dos rejeitos é uma realidade viável para reduzir os impactos relacionados à atividade”, avalia ele.

Também na ocasião, Alexandre Melo, diretor de Relações com Associados e Municípios do Ibram, explicou que o Ibram, em parceria com a ACMinas e a Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig), começarão a desenvolver estratégias manter a economia das regiões após o término definitivo das atividades minerárias. “Vamos desenvolver um plano estratégico para a economia desses territórios, focando no impacto pós-mineração”, informou Alexandre.

Segundo Beth Pimenta, fundadora da associação ‘Caminhantes da Estrada Real’, o circuito está sendo esquecido: “A falta de estrutura da Estrada Real contribui para o adormecimento do circuito turístico”, alertou. A associação trabalha há 16 anos em prol da conscientização e valorização do patrimônio cultural mineiro.

A situação atual da Estrada Real e o fortalecimento de outros circuitos culturais do estado também são foco das estratégias que o conselho de Turismo está planejando para fomentar a economia cultural mineira.

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