Empresários brasileiros com histórias pouco convencionais

O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Orgulhosamente, temos na galeria de grandes empreendedores nacionais vários cases pouco convencionais de empreendimentos e pessoas com ideias e backgrounds muito diferentes. Vamos conhecer a história de três proeminentes empreendedores brasileiros que podem inspirar as suas ações e a sua gestão.

Flávio Augusto da Silva

Flávio Augusto da Silva é um dos mais influentes, admirados e queridos empresários de todo o Brasil. Ao contrário de nomes muito bem sucedidos no mundo dos negócios, como Chiquinho Scarpa, Oscar Maroni e Luciano Huck, sua taxa de rejeição é baixa. Flávio possui, além disso, um relevante número de seguidores para os quais serve como inspiração, especialmente jovens empreendedores brasileiros.

Por que Flávio Augusto é tão admirado?

De origem humilde, Flávio Augusto passou a maior parte da vida estudando em escolas públicas até chegar ao curso de Ciência da Computação na Universidade Federal Fluminense, acabaria abandonando para focar uma carreira comercial em que, já em seus primeiros anos, mostrava-se bem sucedida.

Vendedor nato, empreendedor arrojado

De uma vaga no setor comercial em uma escola de inglês, aos 19 anos, Flávio chegou rapidamente à diretoria da empresa. Pouco depois, em 1995, aos 23 anos de idade, fundava o  o Wise Up – empreendimento no qual investiu os 20 mil reais de que dispunha, além do que lhe permitia o cheque especial. Abria assim sua primeira escola de idiomas – e isto, destaque-se, sem sequer falar inglês.
O diferencial do Wise Up, desde o início, foi oferecer cursos de inglês para adultos com duração de 18 meses. A agilidade dos cursos e a capacidade gestora de Flávio fizeram da escola uma das maiores franquias do setor no Brasil, com mais de 60 mil alunos.
Em 2013, Flávio Augusto vendeu a empresa para o Grupo Abril Educação por R$ 877 milhões. Dois anos mais tarde, em dezembro de 2015, recomprou o Wise Up por R$ 398 milhões e estabeleceu uma parceria com a escola de idiomas Wizard, dando valorização imediata à marca e recuperando boa parte da fatia de mercado que o Wise Up havia perdido sob a administração do Grupo Abril.
A partir daí, passou a trabalhar na aquisição de outras escolas de inglês para serem incorporadas ao grupo Wiser, resultalnte da parceria com a Wizard.

Orlando City e o futebol nos EUA

Uma recente e ambiciosa empreitada do empresário brasileiro aconteceu nos Estados Unidos.  Apostando no crescimento exponencial do futebol naquele país, Flávio adquiriu 87% das ações do Orlando City, time da cidade preferida pelos brasileiros nos Estados Unidos, que já está na principal liga norte-americana deste esporte.
Flávio está investindo agora numa franquia de escolas de futebol nos Estados Unidos, projeto para o qual tem como meta implantar pelo menos 800 delas.

 Geração de Valor

Como um dos maiores entusiastas do empreendedorismo, Flávio Augusto acredita nele como instrumento para criar soluções e gerar riquezas. Outra razão da imagem positiva deste empresário é, provavelmente, o seu projeto Geração de Valor.
Nele, de forma acessível, completa e entusiasmada, Flávio e sua equipe transferem conhecimento sobre gestão, empreendedorismo, administração e muito mais. Conheça.
grandes empresários brasileiros

Arri Coser

Arri Coser é um empresário gaúcho, conhecido por ter fundado a famosa rede de restaurantes Fogo de Chão. Nascido em uma família gaúcha de lavradores, aos 16 anos começou a trabalhar em restaurantes. Foi copeiro, garçom e sempre alimentou o sonho de abrir o próprio estabelecimento.
Mudou-se para o Rio de Janeiro, e posteriormente para São Paulo, onde os salários dos garçons eram melhores e teria maiores possibilidades de fazer uma poupança para realizar seu sonho. Em 1981, com seu irmão Jair, comprou sua primeira churrascaria, que denominou “Fogo de Chão”, em Porto Alegre.
A ideia dos irmãos era levar o tempero e a ciência do preparo da carne, aprendido em sua “roça”, para a capital.

Modelo de negócios bem definido e rígido

A boa aceitação do empreendimento, que utilizava produtos exclusivos e especiais, assim como a experiência já adquirida, levaram à expansão do negócio. A marca Fogo de Chão havia se tornado um sinônimo de qualidade. O modelo de gestão adotado prioriza treinamento especializado para cada um dos funcionários. Eles entendem tudo sobre carnes, cortes, temperos e pontos ideais de assamento.
A expansão sempre foi moderada e altamente planejada. São apenas nove lojas no Brasil, já que os administradores do grupo consideram que a abertura de um novo estabelecimento só é viável em cidades com um mínimo de 2,5 milhões de habitantes e alta renda per capita, garantindo uma frequência de clientes sustentável. Nos Estados Unidos, já são 38 os restaurantes.
Recentemente, a Fogo de Chão foi vendida para um fundo de investidores americanos por um 400 milhões de dólares. Mas quem pensa que Arri Coser pegou o dinheiro e se aposentou está enganado.

Novos empreendimentos e recomeço

Depois da venda da Fogo de Chão, Arri tornou-se sócio da rede NB Steak de Churrascarias, que já tem duas casas no sul, uma delas em Porto Alegre,  três em São Paulo e pretende se expandir nacionalmente. Detém também 80% das ações das pizzarias Maremonti, que já têm sete unidades no estado de São Paulo.
Arri Coser promete muito mais. Ele é uma dessas pessoas que acredita que a crise traz também uma oportunidade para investir. Vamos continuar acompanhando as novas empreitadas desse grande empreendedor.

Marco Gomes

Marco Gomes é um empresário brasileiro, conhecido principalmente por ser o criador do boo-box. Explicando de forma simplificada, o boo-box é uma das maiores empresas de publicidade do mundo, e o que ela faz é vender anúncios nos milhões de sites, blogs e redes sociais com os quais tem convênios.
Estudante de escola pública na cidade de Gama, Goiás, que fica a 40 quilômetros de Brasília, Marcos Gomes fundou a empresa em 2007, aos 21 anos de idade. Logo percebeu que a publicidade no Brasil estava concentrada em mãos de poucas produtoras e completamente focada nas mesmas mídias, desperdiçando as inúmeras oportunidades que a internet já proporcionava em 2007.
Sua ideia chegou até a Monashees Capital, conglomerado financeiro que já havia viabilizado startups como 99 Taxis e Peixe Urbano. O investimento inicial, de 300 mil dólares, levou Marco para São Paulo, onde montaria sua empresa.
Foram muitos meses até conseguir os primeiros clientes, mas a persistência, juntamente com o investimento e um plano de negócios arrojado, fez com que o negócio resistisse aos primeiros 18 meses sem lucros.
Criando uma grande rede de parceiros e armazenando uma infinidade de dados para impulsionar as ações publicitárias que a boo-box executava, o negócio explodiu depois de dois anos. Marco Gomes dedicou-se à empresa até 2015, quando ele se desfez dela – por valores não revelados – e partiu para uma nova empreitada.

Projeto Mova Mais

Antes mesmo da venda da boo-box, Marco havia criado o Mova Mais, aplicativo que hoje tem mais de 250 mil usuários e havia recebido investimentos de Flávio Augusto, aquele do primeiro case desta matéria. O Mova Mais incentiva práticas saudáveis e possibilita medição e monitoramento da saúde de seus usuários.

Os Estados Unidos e os novos projetos

Ele, no entanto, não parou aí. Foi para os Estados Unidos, onde abraçou uma nova especialidade: trabalhar com dados. Para Marco, a análise de dados será tão valiosa e gerará tanta riqueza no século XXI quanto o petróleo no século XX.
Hoje, ele trabalha na startup Palantir, como especialista em análise de dados. A empresa tem uma proeminente e promissora atuação na área e já criou softwares revolucionários, capazes, por exemplo, de monitorar transações bancárias e identificar fraudes financeiras.
 

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