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Todos a postos: o inverno chegou!

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Oficialmente, o inverno teve início no dia 21 de junho, e apesar de o Brasil não ter variações climáticas tão rigorosas, estas são suficientes para influenciar o comportamento do consumo. Durante o inverno, o mercado é impulsionado por estratégias usadas para driblar quedas nas vendas e o comportamento mais introspectivo dos consumidores.

Bhárbara Renault, do Conselho Empresarial da Moda da ACMinas, afirma  que as estações influenciam o comportamento das vendas do setor. O verão representa 60% do faturamento anual e o inverno 40%. Para compensar esta característica, é preciso que  os fabricantes tomem cuidado para não exagerar no investimento em peças mais pesadas e para não ficar com produtos em estoque, depois do período das liquidações. Segundo Bhárbara, para os fabricantes o planejamento começa com um ano de antecedência, quando acontece o desenvolvimento das peças e a compra da matéria prima. Já para os comerciantes, este planejamento varia de cinco a seis meses. “Produzimos peças relativamente leves, adequadas ao inverno brasileiro. Investimos mais em peças como casacos, jaquetas”, informa.

Há ainda um outro fator, a exposição dos produtos. Segundo as “regras de boas práticas” recomendadas pelo Sebrae –MG, a vitrine, além de ser um cartão de visita da loja, é o elo de comunicação entre o lojista e o seu público-alvo. Deve ser atraente e alusiva a um tema ligado a datas comemorativas ou a temporadas.  Isto pode ser um grande aliado para boas vendas.

No setor calçadista, as coleções características da estação surgem nas vitrines ao menor sinal da mudança no clima. “Aumentamos o nosso estoque em 40%,” afirma o gerente de vendas e compras da Sapataria Americana, Eiquer Alcino. “Trabalhamos com o mesmo produto até o final do ano, época em que começam as chuvas e a procura por botas”, completa. Segundo ele, a venda de calçados de inverno têm maior margem de lucro, aquecendo, assim, também o faturamento.

Para a proprietária da Zimbabwe Joalheria, Giulliana Serafim, as mudanças de estação são realmente uma oportunidade de aumento nas rendas. “A estratégia usada pela loja aumenta o ticket médio em torno de 15% nas estações mais frias e cai para 13% nas mais quentes. No verão, as peças vendidas são mais leves e menos robustas” revela, enquanto no inverno é mais apropriado que deem a sensação de mais conforto. A aposta de Giulliana é em joias em tons mais terrosos, mais fechados e com texturas mais aveludadas. “Elas remetem, assim, ao aquecimento emocional”, conclui.

Os investimentos e as estratégias de inverno são práticas de todos os segmentos do mercado. E isto vale até para produtos que têm menor demanda nessa época: A Sorvete Salada, por exemplo, investe na “Temporada de Sorvetes Quentes”, que é um meio de atrair novos clientes e agradar os antigos. Segundo a empresa, é uma ação que atrai consumidores e mantém a rentabilidade das lojas no período de baixa temporada. A tese é a de que sorvete é alimento para o ano inteiro e não apenas refresco ou sobremesa.

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