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Governo vai liberar até 35% do saldo das contas ativas do FGTS, diz Guedes

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Por FOLHAPRESS
 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem que o governo anunciará nos próximos dias as regras para a liberação do dinheiro das contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o ministro, até 35% do valor depositado pelo empregador atual poderá ser retirado das contas. O percentual dependerá da renda do trabalhador. Atualmente, o dinheiro das contas ativas tem uso limitado, sendo o principal destino o financiamento da casa própria. A expectativa de Paulo Guedes era que a medida liberasse R$ 42 bilhões para os trabalhadores. Porém, mais tarde, a equipe econômica refez as contas e afirmou que serão R$ 30 bilhões. Além disso, devem ser liberados outros R$ 21 bilhões dos recursos do PIS/Pasep. Segundo o ministro, os valores do FGTS vão poder ser sacados no mês de aniversário da pessoa que tiver o benefício disponível. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, fontes a par do assunto, que participaram anteontem de reunião no Ministério da Economia, afirmaram que uma das ideias é autorizar os saques na seguinte proporção: quem tem até R$ 5.000 no fundo poderia sacar 35% do saldo, e trabalhadores com até R$ 10 mil, 30% do saldo. Ainda estava em discussão qual parcela terá direito quem tem entre R$ 10 mil e R$ 50 mil no FGTS. Acima de R$ 50 mil, o trabalhador só poderia sacar 10% do saldo total. ANÚNCIO. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro disse, em Santa Fé, na Argentina, onde participava da 54ª Cúpula do Mercosul, que o anúncio para liberação do FGTS e do PIS/Pasep deve ocorrer nesta semana. Ele frisou que isso representaria “uma pequena injeção na economia” e ressaltou que a atividade já começa a dar sinais de recuperação, “pelos sinais positivos (no geral) e em especial também pelos sinais que estão vindo do Parlamento”. Bolsonaro afirmou ainda que o governo quer fazer uma reforma dos tributos federais e que deseja que a tabela de Imposto de Renda esteja, no máximo, em 25%. “E nós queremos ano a ano diminuir a nossa carga tributária”, apontou (leia mais sobre a reforma tributária na página 4). Recorrer ao dinheiro do FGTS para tentar estimular o consumo foi estratégia usada durante o governo de Michel Temer (MDB). À época, trabalhadores puderam sacar recursos das contas inativas do FGTS, aquelas de empregos anteriores dos quais pediram demissão e ficaram com o dinheiro retido. Foram liberados R$ 44 bilhões em 2017 com a medida. 

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