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E-commerce: Varejo físico e virtual já caminham lado a lado

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O E-commerce brasileiro já mostra sinais de recuperação, tendo alcançado em 2018 uma expansão de 12,5% em relação ao ano anterior. O índice, apurado em pesquisa realizada pela EBIT/ Nilsen, marca uma retomada no crescimento do comércio online. Segundo dados do relatório, 58 milhões de consumidores fizeram pelo menos uma compra por meio das plataformas de vendas digitais no último ano.

O setor, que já vinha amadurecendo, entra agora em sua terceira fase de consumo, depois de consolidar-se nos setores de entretenimento (vendas de ingressos para shows e espetáculos), turismo (compra e reserva de passagens e hospedagem) e bens duráveis (eletrodomésticos) já está se popularizando na área de bens de consumo não duráveis, como perfumaria e cosméticos, por meio das redes sociais. 

O segmento ainda apresenta o aquecimento motivado pelo surgimento do m-commerce, as transações de compra e venda online realizada por intermédio dos dispositivos móveis (smartphones e tablets), com um crescimento de 41% em pedidos no ano de 2018.  Dando destaque para o consumo da região Nordeste que se destacam em relação às demais regiões do país. 

O Jornal ACMinas conversou com a consultora Fabiana Eike, mentora em empreendedorismo, estratégias e negócios, esclareceu um pouco sobre a empreitada de quem quer começar ou aperfeiçoar a sua participação na área. Fabiana destaca, principalmente, a importância de se ter um bom plano de negócios e alerta para que o comerciante não entre deslumbrado na área. “Muita gente fica se questionando se deve entrar porque não vai dar conta da demanda”, afirma a consultora, mas ela alerta que não é bem assim. Ter a presença online não é sinônimo de muitas vendas é um espaço a ser conquistado. 

Claudia Volpini, proprietária da  loja Bico das Canetas, no hipercentro de Belo Horizonte, explica que começou a sua presença virtual, mas como uma vitrine e que com o passar do tempo virão à necessidade também investirem em um modelo de e-commerce. A comerciante ainda destaca que foi o e-commerce que auxiliou a loja a passar pelos períodos de crise dos últimos anos, quando tiveram uma queda de vendas da sua loja física em aproximadamente 30% e foi com a loja online que conseguiram recuperar 20%. “Nós não conseguiríamos enfrentar a crise sem a loja virtual”, enfatizou Cláudia.

Para a inserção da loja nas vendas digitais a Bico das Canetas contou com o apoio e dica de amigos e clientes conhecedores da área, desde o inicio priorizando o uso de uma plataforma na qual seus funcionários tivessem autonomia para editar conteúdos e fazer atualizações de forma fácil e prática do estoque disponível. Quando perguntada sobre os maiores desafios Cláudia afirma que é o de resguardar a marca que já possui 65 anos de atividade, e com eles clientes mais velhos que não fazem tanto uso das redes, mas que a loja online acaba por agregar um perfil de novos consumidores.

No caso da Loja Ypslon, referência em fast fashion do Barro preto de Belo Horizonte, a proprietária Joyce Rocha conta que entrou para o e-commerce quando em meio à crise se encontrou mais uma vez as beiras de fechar as portas. “Eu reduzi minha margem de lucro, quis ganhar pouco para ganhar na quantidade”, Joyce afirma ao descrever sua estratégia. Na época da febre do aplicativo de fotos Instagram, há uns quatro anos, lembra, criou um para a loja e começo a trabalhar com a exposição do seu produto e principalmente trabalhando com modelos reais, afirmando que o uso da rede aumentou o seu faturamento em até dez vezes mais. “A gente tem que passar a realidade do produto para as pessoas e eu faço isso com a Ypslon”, conclui Joyce.

Cláudia Ligório, consultora de e-commerce além de sócia fundadora do Mercado Craft e da Fazendinha em Casa, destaca a importância de se investir na especificidade do produto para pleitear a atenção dos consumidores da web em meio à pulverização de marketplaces, e-commerce que reúne diversas lojas e produtos em um só lugar, por megastores. Afirmando a importância que o associativismo tem e como deve promover esse tipo de discussão para que o pequeno empreendedor consiga se posicionar frente às grandes empresas e as suas condições mais competitivas.

Thiago Mendes aposta ainda mais longe no potencial do e-commerce no Brasil. Sócio fundador da Agenda Consulta em Itaúna-Mg, o empresário aposta no avanço das trocas comerciais visando à área de assistência médica. A startup propõe o agendamento e pagamento de consultas direto por meio do aplicativo, aproximando médicos e pacientes, de forma simplificada.

Novo serviço dos Correios busca facilitar o e-commerce brasileiro

Um dos grandes gargalos para a inserção no mercado e-commerce é a entrega, já que cada região do país tem uma regulamentação tributária. Os Correios lançou o programa Correios Log+ que tem como principal objetivo facilitar a o mercado do e-commerce para o pequeno produtor. Com novos modelos de contrato com taxas mais competitivas, além do serviço de armazenamento e logística. O serviço contempla 3 etapas: Armazenagem, Atendimento de Pedidos (Picking/Packing) e Distribuição.

Conheça como o programa funciona através do: 3003 0800, opção 3 (Capitais e Regiões Metropolitanas) ou na internet no blog.correios.com.br/correioslog/

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