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PIB brasileiro avança 1% em 2017 e previsões para 2018 são otimistas

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Por Leonardo Faria Lima - Departamento Econômico ACMinas


Após 2 anos de recessão, a atividade econômica brasileira voltou a crescer. Segundo os dados estatísticos divulgados pelo IBGE, no ano de 2017 o Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentou um crescimento de 1,0% - totalizando R$ 6,6 trilhões, em valores correntes.
O resultado obtido foi condizente com as últimas previsões edificadas pelo Mercado Financeiro e Banco Central (1,0%). Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) acreditava em crescimento um pouco maior, 1,1%.
O PIB per capita (por habitante) apresentou um pequeno avanço de 0,2% em relação ao no anterior, assim, alcançado a quantia de R$ 31.587.





A agropecuária foi a catalisadora do desenvolvimento econômico de 2017, o segmento evoluiu 13,0% no período. Vale a pena ressaltar que a agropecuária apresentou o melhor desempenho 1996 (safra recorde).
O setor de Serviços obteve um diminuto crescimento, 0,3%. Dentre as atividades abarcadas pelo segmento, o comércio avançou 1,8%, acompanhado por Atividades Imobiliárias (1,1%). O destaque negativo ficou por conta das Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados, que recuaram 1,3%.
O comportamento da Indústria ficou estável, ou seja, não apresentou desenvolvimento. A atividade detentora do melhor desempenho foi a Indústria Extrativa, com evolução de 4,3%. Na contramão deste desempenho, a Construção Civil obteve o pior resultado, queda de 5,0%.






No ano, o Consumo das Famílias cresceu 1,0% sobre 2016 impulsionado pela inflação baixa, redução dos juros e melhora da renda. A Taxa de Investimento ou a Formação Buta de Capital Fixo (FBCF) obteve um comportamento inverso, involução de 1,8%. O desempenho negativo é explicado pelos resquícios de incerteza advindos da recessão econômica de 2015 e 2016. No entanto, o recuo registrado foi menor em relação aos dos anos anteriores.
Previsões para o PIB de 2018
As perspectivas para o crescimento econômico de 2018 são otimistas. O Mercado Financeiro antevê uma evolução de 2,89%, o FMI de 1,9% e Banco Central de 2,6%.
Além disso, a autoridade monetária acredita que o consumo das famílias brasileiras e a taxa de investimento irão crescer 3%. A melhora dos investimentos está ancorada na ampliação da absorção de bens de capital e na evolução prevista para o segmento da construção civil.

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