Aeródromo Inhotim está perto de sair do papel

Por: Mara Bianchetti

Importante projeto para o desenvolvimento de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o aeroporto que será erguido nas proximidades do Distrito Indústria (DI) Bandeirinhas, batizado de Aeródromo Inhotim, pode estar próximo de sair do papel. Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, o prefeito Vittorio Medioli disse que o empreendimento já possui cronograma e que as obras devem ser retomadas após o período chuvoso.

Lançado oficialmente em fevereiro de 2018, quando também tiveram início as primeiras intervenções, a construção do empreendimento foi suspensa naquele mesmo ano, após recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em virtude de descumprimentos ambientais. Na época, o órgão argumentou que as medidas de compensação ambiental eram insuficientes para compensar os impactos e perdas. Desde então, as obras seguem paradas.

Informações do projeto original dão conta de investimentos da ordem de R$ 160 milhões da iniciativa privada para viabilizar o Aeródromo Inhotim, que incluiria uma pista de pouso de 1.800 metros de comprimento por 45 metros de largura na primeira etapa, com possibilidade de expansão ao longo dos anos para 2.500 metros.

A construção havia sido autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e recebeu a licença ambiental do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (Codema). O plano era que o aeroporto recebesse voos de aviação executiva, charter e cargas, voos regionais, além de dar suporte às atividades de manutenção e hangaragens de aeronaves.

O prefeito não detalhou quaisquer mudanças no projeto, mas garantiu que as obras terão duração de 30 meses. “É um aeródromo privado, cujos administradores afirmam ter recursos expressivos para tocar a obra. E também há outras negociações de participação no fundo gestor, inclusive com investidores estrangeiros interessados”, revelou.

Medioli contou também que o projeto vai incluir a comercialização de terrenos dentro da área de 4 milhões de metros quadrados que compreende o empreendimento. “Há muita coisa para comercializar e tem muita gente interessada”, disse.

Ainda conforme o prefeito, um estudo de impacto socioeconômico indica que este e outros projetos influenciarão de forma relevante a economia da cidade e que haverá, em cinco ou seis anos, a abertura de novas frentes de desenvolvimento e um crescimento econômico de 22% na região.

Tudo isso, segundo ele, devido também à vocação logística da cidade, localizada no centro do Brasil e de Minas Gerais, cortada por importantes rodovias.

“Isso vai impulsionar a abertura de novas frentes e o modal aeronáutico também será  fundamental. Essas empresas de e-commerce estão investindo aqui porque acreditam na instalação do aeródromo e que terão condições de receber e expedir mercadorias através do modal aéreo nos próximos anos”, ressaltou.

Jornal Diário do Comércio | 12 de janeiro de 2021

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