BACEN revisa, para melhor, as previsões para o PIB de 2017 e 2018

Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas

Nesta quinta-feira, 21 de dezembro, o Banco Central (BACEN) divulgou o quarto Relatório Trimestral de Inflação deste ano. O documento demonstra a nova evolução das previsões do BACEN em relação ao crescimento da economia brasileira em 2017 e 2018.

2017

A autoridade monetária elevou a sua perspectiva para a o crescimento do PIB em 2017 de 0,7% para 1,0%.

Ante a ótica da oferta, as expectativas para o desempenho dos seus componentes foram melhoradas: agropecuária de 12,1% para 12,8%, indústria de -0,6% para -0,3% e serviços de 0,1% para 0,3%.

Pelo lado da demanda, o relatório destaca a evolução da projeção referente à formação bruta de capital fixo (taxa de investimento), de -3,2% para -2,5%, impulsionada pela reação na aquisição de bens de capital (máquinas, equipamentos de produção, entre outros). Além disso, foi destacada a revisão da perspectiva para o aumento do consumo das famílias brasileiras – de 0,4% para 1,2%. Esta ação foi motivada pela expansão, acima do esperado, da referida variável no terceiro trimestre do ano.

2018

Para 2018, a estimativa foi ampliada em 0,4 ponto percentual, de 2,2% para 2,6%. A revisão da expectativa para o desenvolvimento do PIB foi justificada por meio da retomada gradual da atividade econômica durante o ano de 2017 e pela previsão da sua manutenção nos próximos trimestres.

Em relação aos componentes da oferta e demanda, podemos destacar a revisão para o crescimento da indústria (2,6% para 2,9%), serviços (1,9% para 2,4%) e consumo das famílias (2,5% para 3%). A perspectiva para a taxa de investimento foi mantida em 3%.

O BACEN acredita que a projeção para consumo é condizente com a expectativa de aumento da massa salarial e do crédito destinado à pessoa física. Além disso, em relação à formação bruta de capital fixo, a previsão, segundo o Banco Central, esta alinhada com cenário projetado para 2018 – expansão na aquisição de bens de capital e melhora no desempenho do setor de construção civil.

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