Banco Central reduz para 4,4% estimativa para a queda do PIB de 2020

Por: Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

 

A autoridade monetária do país, o Banco Central (BC), revisou a sua previsão para o crescimento do PIB brasileiro de 2020, de 5% para 4,4%.

O BC salientou que a recuperação da economia global depende do arrefecimento da pandemia. Contudo, os resultados positivos ante os testes das vacinas, melhoram a perspectiva de normalização da atividade econômica no médio prazo.

Em relação à economia brasileira, o Banco Central estrutura um cenário de incertezas no curto prazo, devido à redução dos efeitos dos auxílios emergenciais.

De acordo com a pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda-feira (21 de dezembro de 2020), entre as famílias que ganham o auxílio emergencial, 36% não possuem outra fonte de renda. Em agosto, este percentual era de 44%.

Este cenário demonstra que o encerramento do auxílio emergencial não será salutar para economia brasileira, pois, este recurso financeiro é importante para atenuar os efeitos nocivos da pandemia sobre o consumo das famílias.

Para 2021, a autoridade monetária reduziu a sua projeção para o crescimento da atividade econômica, de 3,9% para 3,8%.

Inflação

Ante o processo inflacionário de 2020, quantificado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o BC elevou a perspectiva de 2,1% para 4,3%.

O aumento efetivado é explicado por meio da elevação dos preços dos alimentos registrada nos últimos meses.

O patamar estimado está acima da meta de inflação edificada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), 4% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (2,5% a 5,5%).

Para 2021 e 2020, a entidade projeta uma inflação de 3,4% para ambos os períodos.

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