Banco Central surpreende e aumenta taxa de juros em 0,75

Incremento anunciado ontem superou a expectativa do mercado | Crédito: Enildo Amaral/BCB

Entidades não avaliam bem o cenário

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, a elevação da Selic em 0,75 ponto percentual para 2,75%, chega como má notícia para um mercado de trabalho e uma economia que vivem um conturbado momento.

“O cenário é extremamente delicado com o agravamento da pandemia, uma campanha de vacinação lenta e um desaquecimento econômico. Outra realidade que estamos vivenciando é a aceleração da inflação, resultado da queda da atividade econômica e desemprego elevado”, justificou por meio de nota.

Segundo o dirigente, o aumento dos juros com o propósito de conter a inflação acaba refletindo no consumo.

“Acredito que a elevação da taxa Selic foi precipitada. Ao contrário do que a ansiedade pede, o momento é de cautela. Aumentar os juros neste momento só irá prejudicar a retomada da economia. O foco do governo federal deveria ser a criação de um ambiente econômico confiável, com uma campanha de vacinação eficaz, política distributiva de renda, reformas estruturais e, especialmente, responsabilidade fiscal para atrair investimentos diretos que ajudarão a gerar emprego e renda”.

ACMinas – O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), José Anchieta da Silva, diz  que o cenário não é positivo: a elevação da Selic e IPCA no futuro próximo, aliada ao agravamento da pandemia, piorou as expectativas de três meses.

“Ressaltamos aos associados a importância de se cobrar do governo brasileiro (nas esferas municipal, estadual e federal) medidas que amenizem a situação de vulnerabilidade dos cidadãos de baixa renda e dos micro e pequeno empresários. Entre elas, a urgente implementação do auxílio emergencial e maior acesso a crédito para os empresários mais afetados pelas medidas de restrição à circulação. É fundamental acelerarmos o programa de vacinação no País. Esta é a única solução para a pandemia. Precisamos, como sociedade, deixar claro quais são as nossas prioridades, para que possamos voltar à situação de normalidade o mais breve possível”, afirmou.

Por Diário do Comércio
Em 18 de março de 2021 às 00:13

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