Belo Horizonte define novos grupos para vacinas nesta segunda-feira

Capital recebe cerca de 49 mil doses e anuncia os próximos convocados; vacinação segue para quem faz parte da lista das prioridades que já foram chamadas

Belo Horizonte recebe nesta segunda-feira (20) uma nova remessa com cerca de 49 mil doses, mas ainda não há certeza sobre quais os grupos serão contemplados. Primeiro, a prefeitura precisa checar as recomendações de prioridade feitas pelo Ministério da Saúde e contabilizar o volume de vacinas, o que deve ser feito ainda nesta segunda-feira. Por enquanto, certo mesmo é apenas a repescagem, para aqueles que perderam as chamadas anteriores para qualquer um dos grupos já contemplados.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, a indicação é seguir vacinando (com Coronavac e Pfizer) pessoas com comorbidades e deficiência permanente, trabalhadores de Educação e Forças de Segurança e Salvamento e gestantes e puérperas (45 dias após o parto) com algum acometimento na saúde. Já as doses da Astrazeneca serão para Forças de Segurança e Salvamento e Forças Armadas.

No entanto, se esse público indicado como prioridade já tiver sido imunizado, a capital poderá avançar para novos grupos. Neste caso, se a escolha for por idade, pessoas de 55 anos ou menos poderão ser chamadas. Já se for por pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), os trabalhadores da indústria serão os próximos da fila. Outra possibilidade é ampliar a vacinação para grávidas com menos de três meses de gestação e lactantes.

O Estado recebeu 508.170 doses, sendo 273.000 da Coronavac, 235.170 da Pfizer. Também serão distribuídas 3.580 doses da Astrazeneca. Segundo a prefeitura, a capital mineira vai receber 9,65% dessa remessa. Na última terça-feira, o Secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado, criticou o fato de o município ter recebido no lote anterior 3,3% das vacinas, e disse que esperava voltar a receber a quantidade normalmente entregue, de 12% a 14%.

Segundo o governo do Estado, os critérios para a definição do quantitativo enviado aos municípios é deliberado pelo governo federal. “Dessa forma, o Estado não tem autonomia para distribuir às cidades minerais quantitativo menor ou maior daquele determinado pelo Ministério da Saúde”, afirmou em nota.

Municípios questionam critérios de distribuição

Belo Horizonte se aproxima de quase 40% da população imunizada contra a Covid-19 com a primeira dose e 17% já conta com a segunda aplicação, outros municípios da região metropolitana da capital vivem um contexto diferente. Diante da desigualdade na distribuição desde o início da campanha, em janeiro, muitas cidades sofrem com a escassez de doses, como Ribeirão das Neves e Betim, que vacinaram, respectivamente, 13% e 21,4% de seus moradores. Dessa forma, os municípios seguem questionando os critérios utilizados pelo governo estadual e reivindicam mais doses para se equipararem à capital mineira. Para isso, seriam necessárias 90 mil doses a mais em Betim – até o momento, a cidade recebeu menos de 163 mil – e outras 80 mil vacinas a mais em Neves, que teve pouco mais de 122 mil.

Na última terça-feira, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais(SES-MG), Fábio Baccheretti, explicou que a capital recebeu menos vacinas na última remessa devido a mudanças nos critérios de distribuição, mas deve voltar a receber cerca de 10% das doses entregues ao Estado.

Por LETÍCIA FONTES | QUEILA ARIADNE E ALINE DINIZ | Jornal O Tempo 

 

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