BH Airport prevê novos produtos para terminal em Confins

Por: Mara Bianchetti

A BH Airport continua trabalhando para o fortalecimento do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), como hub logístico.

No ano passado, a concessionária lançou novas soluções voltadas para o desembaraço de mercadorias de importação e exportação e deu início às operações do tão esperado aeroporto industrial, que promete dar novo fôlego à economia de Minas Gerais.

Para este ano, as ações neste sentido deverão ser continuadas. De acordo com o gestor executivo de Soluções Logísticas da BH Airport, Rafael Laranjeira, novos produtos estão sendo desenvolvidos e serão implementados ainda em 2021, incluindo a preparação do terminal de cargas para o advento do e-commerce experimentado com a pandemia de Covid-19. Já o aeroporto industrial, que conta com duas empresas em operação, poderá receber mais unidades industriais.

“No primeiro semestre do ano passado, trabalhamos fortemente no desenvolvimento das estratégias de soluções logísticas, que estão pautadas no conceito de hub logístico, enquanto, na segunda metade do exercício, começamos as ações propriamente. Já colhemos alguns resultados interessantes e estamos dando sequência ao desenvolvimento de produtos para que nosso portfólio vá além do processo de armazenagem e capatazia de insumos e mercadorias para as empresas mineiras ou instaladas no Estado”, explicou.

Laranjeira se refere, por exemplo, à rota cargueira, que voltou a operar no aeroporto depois de três anos. O serviço voltou a ser ofertado em outubro do ano passado, a partir de um voo semanal exclusivo para transporte de mercadorias. Em parceria com a Bringer Air Cargo, a operação liga Reino Unido, Itália, Holanda, China, Taiwan e México a Minas Gerais, com conexão fixa em Miami, nos Estados Unidos. Segundo o executivo, tamanho o sucesso da rota que uma nova frequência está sendo avaliada para os próximos meses.

https://infogram.com/movimentacao2020-1h0r6rpzwrjmw2e

Outro produto que tem se mostrado promissor é a rota marítima, criada em março do ano passado. Trata-se de uma conexão do terminal de cargas mineiro com o Terminal Bandeirantes, no Porto de Santos, em São Paulo. Além disso, já foi criada também a rota rodoviária, visando conectar o terminal aos diversos pontos do Estado e permite a entrega de mercadorias para clientes considerando um raio de 150 quilômetros do terminal, serviço chamado de door delivery e que será expandido para o interior.

Especificamente sobre o aeroporto industrial – primeiro do tipo em toda a América Latina, Laranjeira ressaltou que o início das operações foi um marco para o Estado e que a Clamper Indústria e Comércio S/A, primeira empresa a operar no entreposto aduaneiro, já tem obtido recordes de produção, mostrando a importância do empreendimento para Minas Gerais e para o Brasil.

“Seguimos negociando com 16 empresas e as expectativas são de que mais duas ou três se instalem no terminal”, contou sem citar quais, mas destacando os setores de ciências da vida (farmacêutico) e de eletroeletrônicos como mais promissores para o local.

Movimentação – A respeito da movimentação de cargas no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, os dados da BH Airport dão conta de uma queda de 40% entre 2019 e 2020. O volume movimentado saiu de 41,488 mil toneladas para 24,896 mil toneladas de um ano para o outro.

Segundo o gestor executivo de Soluções Logísticas da concessionária, Rafael Laranjeira, o menor número de voos em função da pandemia foi determinante para o desempenho, assim como a mudança no perfil das mercadorias.

“A queda foi provocada pela suspensão dos voos em alguns meses do ano passado, uma vez que o modal ainda era o mais utilizado para o transporte de mercadorias. Mas este talvez não seja o indicador mais relevante, uma vez que também observamos mudanças no perfil de cargas transportadas. Recebemos muitas cargas relacionadas ao combate à Covid-19, como EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e insumos médicos, que pesam menos efetivamente do que os materiais movimentados um ano atrás. Tanto que, sob o ponto de vista financeiro, o resultado foi melhor”, ressaltou.

Jornal Diário do Comércio | 09 de fevereiro de 2021

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