BH deve receber mais de 3,5 mi de foliões

Fonte: Diário do Comércio

O Carnaval de Belo Horizonte, nos últimos anos, ganhou força e organização. A profissionalização dos agentes públicos e privados que preparam a festa tem feito com que a cidade ganhe uma nova fonte de recursos. A movimentação financeira estimada é de cerca de R$ 637 milhões (entre os dias 27 de janeiro e 18 de fevereiro), 20% maior que em 2017, quando a receita de gastos dos moradores e turistas chegou a R$ 531 milhões. O patrocínio privado cresceu seis vezes, passando de R$ 1,5 milhão, em 2017, realizado pela marca de cerveja Skol, para R$ 9 milhões (R$ 3,6 milhões diretos e mais R$ 5,4 milhões em estrutura e serviços), bancados pela Skol e Uber.

Em 2018, são 480 blocos de rua cadastrados pela Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), que farão cerca de 550 cortejos, número bem maior do que o do ano passado, quando aconteceram 416 desfiles. São esperados 3,6 milhões de foliões no período, um aumento de 20% na comparação com 2017. Desse total, 180 mil devem ser turistas que permanecerão, em média, três dias na cidade.

Para o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, o Carnaval de Belo Horizonte gera uma fonte de receita importante e o crescimento do investimento privado na festa comprova o vigor e potencial do evento e da cidade. “A captação de dinheiro privado é muito importante e mostra a força do Carnaval de Belo Horizonte. Estamos aumentando o efetivo da prefeitura na festa de 5,5 mil para 6 mil colaboradores trabalhando durante o evento. Quando assumi disse que essa não seria mais uma cidade triste, sem ter o que fazer. Vamos fazer um Carnaval da segurança, com muito barulho e alegria, mas com ordem, onde as famílias vão poder ir pra rua brincar sem medo”, pontua Kalil.

De acordo com o presidente da Belotur, Aluize Malab, o Carnaval é a face mais visível de um movimento maior de descoberta da cidade pelos próprios moradores e também pelos turistas. “Temos muito para comemorar. O Carnaval trouxe o verão para Belo Horizonte. As pessoas estão vindo pra cá e ficando cada vez mais tempo. A cidade está bem equipada, com um movimento que atrai as pessoas”, afirma Malab.

Os resultados econômicos da festa serão conhecidos em mais detalhes dessa vez. As pesquisas começarão na pré-folia, a partir do dia 3 de fevereiro e se estenderão até o dia 13. O estudo, que será feito nas regionais e blocos de maior concentração, vai abordar perfil, gastos, avaliação e satisfação do folião em relação ao evento. O objetivo é permitir que o administrador público trabalhe o potencial de fidelização dos turistas e políticas de atração de novos visitantes. Em 2017, mais de 93% dos moradores e mais de 90% dos turistas manifestaram interesse de retornar para o Carnaval 2018.

Trabalho – Para atender o público distribuído em todas as regionais, 9,6 mil ambulantes foram cadastrados. Eles poderão comercializar bebidas alcoólicas e não alcoólicas e adereços carnavalescos nos ensaios de blocos de rua, durante o pré-carnaval, e nas concentrações e desfile entre os dias 27 de janeiro e 18 de fevereiro.

O investimento privado no Carnaval de Belo Horizonte vai além dos R$ 9 milhões investidos pela Skol e Uber. A programação privada, realizada em clubes, hotéis e espaços de espetáculos, composta por shows e festas, prevê mais de 70 eventos.

O setor hoteleiro e de alimentação fora do lar já comemoram. De acordo com dados Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), a expectativa de ocupação média dos hotéis da Capital é de 60%. Número bastante expressivo para um setor que até há pouco tempo dava folga para boa parte dos colaboradores nos dias de folia. A média de ocupação deve subir para 90% na região Centro-Sul, onde se concentram 47% dos blocos de rua.

Já a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Minas Gerais (Abrasel-MG) espera que a movimentação econômica cresça 35% na comparação com o mesmo período do ano passado, fazendo crescer em 30% o faturamento no mesmo período.

E, para quem não está interessado em folia, mas quer curtir a cidade existe a programação “Off Carnaval” com mais de 130 opções de lazer entre museus, cinemas, exposições e parques abertos.

RAIO-X DA “FOLIA” NA CAPITAL

Público total nos eventos de rua

2016: 2 milhões
2017: 3 milhões
2018: Expectativa de 3,6 milhões

Blocos de rua

2016: 200 blocos com 254 desfiles
2017: 350 blocos com 416 desfiles
2018: 480 blocos com 550 desfiles

Divisão de cortejos blocos de rua por regionais

Centro-Sul: 47%
Leste: 15%
Nordeste: 6%
Oeste: 9%
Noroeste: 8%
Barreiro: 2%
Venda Nova: 2%
Pampulha: 8%
Norte: 3%

Divisão de cortejos blocos de rua por dia

Pré-Carnaval (27 a 09/02): 28%
Sábado (10/02): 19%
Domingo: (11/2): 22%
Segunda (12/02): 12%
Terça: (13/2): 13%
Quarta (14/02): 1%
Pós-Carnaval (15 a 18/02): 4%

Ambulantes

2016: 3,4 mil
2017: 9 mil
2018: 9,6 mil
Turistas
2017: 464 mil (129 mil turistas x 3,6 dias de participação)
2018: expectativa de 554,4 (154 mil x 3,6 dias de participação)

Banheiros químicos (diárias)

2016: 7 mil
2017: 10 mil
2018: 14 mil

Segurança

2018: 2.064 guardas municipais

Movimentação financeira

2018: Movimentação financeira no período oficial de programação – 27 de janeiro a 18 de fevereiro – deverá alcançar cerca de R$ 637 milhões, cifra 20% superior àquela registrada no ano passado, quando a receita direta e indireta de gastos de belo-horizontinos e foliões alcançou R$ 531 milhões.

Subvenção aos blocos de rua

2017: R$ 300 mil (até R$ 10 mil por bloco)
2018: R$ 500 mil (até R$ 10 mil por bloco)

Patrocínio

2017: R$ 1,5 milhão. Patrocinador: Skol
2018: R$ 9 milhões, sendo R$ 3,599 milhões + R$ 5,4 milhões em estruturas e serviços. Patrocinadores: Skol e Uber


Assine nossa Newsletter

Receba nossa novidades em primeira mão por email.