Ciclo Mulheres Que Inspiram aborda a pós-modernidade

Por Tribunal de Justiça de Minas Gerais

 

Expositora do tema foi a empresária Eliane Ramos

O Ciclo “Mulheres que Inspiram Pessoas e que Superam os Desafios da Atualidade”, uma iniciativa da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), apresentou nesta quinta-feira (13/5) o tema “A pós-modernidade e as novas mulheres”.

A palestra foi aberta pela desembargadora Mariângela Meyer, com a presença virtual da juíza Roberta Rocha Fonseca.

A expositora foi a empresária Eliane Maria Ramos de Vasconcelos Paes. Ela é diretora regional da empresa multinacional PI Brasil e presidente do Conselho Empresarial de Recursos Humanos da Associação dos Cuidadores de Idosos de Minas Gerais. A desembargadora Paula Cunha e Silva mediou o debate.

O objetivo da palestra virtual foi divulgar relatos de experiências e reflexões relacionadas ao papel da mulher no enfrentamento dos desafios da atualidade. Como conciliar a carreira e a vida pessoal em um contexto da ética social e da sustentabilidade nas dimensões econômica, social e antropológico-cultural.

Eliane Maria Ramos destacou a necessidade de o ser humano, em especial as mulheres, reinventarem-se o tempo todo com novos projetos de vida. “As mulheres devem ser protagonistas de suas escolhas. E para o alcance de bons resultados, devem investir na qualidade das relações”, disse.

 

A expositora comentou que o mundo atual é marcado pela fragilidade nos comportamentos. Daí, a importância de as mulheres se unirem, buscarem o empoderamento, criarem vínculos para resistir às dificuldades do dia a dia.

Sobre a igualdade de gênero, Eliane Ramos defendeu a necessidade do equilíbrio, de respeito mútuo entre homem e mulher.

Quanto ao momento atual, marcado por uma pandemia, a expositora diz que todos devem viver o momento do ser, não do ter. “Devemos abrir espaço para algo maior, de pensarmos no coletivo. De ajudar o próximo. Ao final, tomara que sejamos melhores depois desse isolamento.”

Ser firme sem perder a ternura

Eliane Maria Ramos falou sobre a importância do cuidado com a saúde mental.

“Ter controle de tudo só aumenta o estresse. O maior aprendizado é selecionar o que mais interessa. Definir quais batalhas seguir. Ser resiliente, sem perder a ternura. Priorizar a inteligência emocional.”

A mulher pós-moderna precisa trabalhar mais sua liderança, que é intrínseca. Utilizá-la para fazer a diferença na vida das pessoas, disse.

A desembargadora Paula Cunha e Silva, mediadora da palestra, é superintendente adjunta da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Ela destacou a importância do debate aberto pela expositora, porque alimenta a alma de todas as mulheres para se fortalecerem diante dos desafios da vida.

A magistrada ressaltou as dificuldades encontradas pelas mulheres para conquistar mais espaço na sociedade. “Ainda hoje há um certo incômodo com o fato delas assumirem postos de comando. Há posturas que são elogiadas nos homens e questionadas quando associadas às mulheres.”

Sobre o perfil das mulheres nos cargos de liderança, questão colocada pela desembargadora Paula Cunha e Silva, a palestrante comentou que é necessário manter a firmeza nas decisões. “Apesar do peso maior, quando temos um parceiro que nos ajuda, conseguimos ter êxito em nossas atribuições.”

E, ao final da palestra, a desembargadora Mariangela Meyer destacou que a abordagem apresentada foi enriquecedora, com “dicas para uma vida mais qualificada, principalmente em tempos de pandemia. Somente teremos um desenvolvimento sustentável quando compreendermos o outro”.


Leia mais: Tribunal de Justiça de Minas Gerais|Notícias| 13/05/2021

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