Combate à poluição pode reduzir importações

Fonte: Diário do Comércio

Pequim – As fábricas chinesas compraram muitas commodities importadas no mês passado, em meio a custos crescentes e fornecimento mais apertado de matérias-primas na segunda maior economia do mundo, impulsionados pela campanha antipoluição de Pequim.

Mas a força na demanda de importação provavelmente não será sustentada nos próximos meses, já que muitas dessas empresas limitam a produção durante o inverno, de acordo com a aposta da China para um ar limpo.

As usinas de aço e os operadores importaram volume recorde de minério de ferro, enquanto as de carvão atingiram o máximo em quase três anos, os embarques de gás atingiram máximas de nove meses e as importações de cobre, bem como concentrados e minérios, foram as maiores desde março.

A compra de commodities ajudou a impulsionar um aumento melhor do que o esperado de 18,7% nas importações totais da China, informaram os dados aduaneiros na sexta-feira.

Carvão – Com os preços subindo em casa, os fabricantes tiveram que importar para garantir suprimentos prontos e mais baratos. Os preços do carvão térmico aumentaram quase 50% neste ano, atingindo um recorde acima de 600 iuanes (US$ 91) por tonelada no mês passado e segurando grande parte dos ganhos de preços.

Isso destaca o desafio de Pequim, a medida em que o governo intensifica os esforços para combater o ar notoriamente tóxico da China e seguir seu esforço de anos para racionalizar o excesso das indústrias, enquanto também tenta garantir que essas medidas não reduzirão suprimentos e elevarão os preços das principais matérias-primas.

Balança – O crescimento das importações e exportações da China acelerou em setembro, sugerindo que a segunda maior economia do mundo ainda está expandindo a um ritmo saudável, apesar das previsões de eventual desaceleração.

As importações cresceram 18,7% em setembro em relação ao ano anterior, superando as previsões de expansão de 13,5% e acelerando frente aos 13,3% em agosto, informou o governo chinês. O ganho foi mais forte do que a previsão mais otimista em pesquisa da reportagem com analistas.

As exportações aumentaram 8,1% no período, abaixo das previsões de 8,8%, mas o maior resultado em três meses e com vantagem expressiva sobre os 5% em agosto.

Isso deixou o país com superávit comercial de US$ 28,47 bilhões no mês passado, menos do que os quase US$ 40 bilhões esperados em pesquisa Reuters e do saldo positivo de US$ 42 bilhões em agosto.

As leituras positivas serão bem-vindas para Pequim antes do Congresso do Partido Comunista na próxima semana, no qual o presidente Xi Jinping deve fortalecer seu poder e estabelecer as principais prioridades políticas e econômicas do governo para os próximos cinco anos.

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