COMO VENCER A TEMPESTADE

Em carta aberta ao presidente da República, a Associação Comercial de Minas (ACMinas), autorizada por sua mais que centenária representatividade e consequente autoridade na condição de porta-voz de ponderável parcela do empresariado mineiro, chama a atenção para a gravidade do momento que o País atravessa.

De um lado, reconhece e se solidariza com os esforços para conter a pandemia e, de outro, chama atenção para as consequências das restrições que, impositivas, implicaram em virtual paralisação das atividades econômicas no País e as inevitáveis consequências dessa situação para os setores produtivos e de serviços, indistintamente. Fechados ou não, diz o documento da ACMinas, “o que se tem é um precaríssimo funcionamento das empresas e dessa situação decorre o comprometimento de todos os serviços empresariais com consequências nefastas imediatas”.

A carta firmada pelo presidente Aguinaldo Diniz, nome de projeção e reconhecimento nacional, louva as providências já adotadas na esfera econômica, com ênfase à proteção dos mais frágeis, aqueles que atuam na informalidade, mas chama atenção para o fato de que são insuficientes para atender às emergências que estão postas.

E, possivelmente no seu ponto mais relevante, cobra igual atenção para as empresas formais, que são as grandes responsáveis pela geração da renda nacional, geradoras que são de empregos, de renda e de tributos, hoje igualmente colocadas diante do risco da bancarrota.

Assim, o que se reclama e requer todo o conjunto das empresas brasileiras é que, urgentemente, seja adotado um conjunto de medidas no sentido de assegurar a vida das empresas no pós-pandemia e também para o futuro e tendo como certo que os empresários brasileiros deram, estão dando e darão a sua dose de contribuição na sua medida máxima: já renunciaram ao lucro que não virá, já sucumbiram a prejuízos incorridos e não têm como saber quando e se poderão voltar os resultados positivos. Tudo isso com reflexos perversos, igualmente indesejados, no mercado de trabalho.

Tudo isso autoriza que o mesmo empenho demonstrado em salvar vidas seja cobrado na assistência às empresas, o que significa também salvar empregos, salários e tributos.

Também não se justifica, diz a Associação Comercial de Minas, que empresas e trabalhadores sejam sacrificados além de suas possibilidades, enquanto o setor público – todo ele – seja poupado de qualquer sacrifício, mantidos inclusive vantagens e benefícios de questionável amparo legal e custo reconhecidamente além do razoável. Em síntese, uma proposta de verdadeiro diálogo, de quebra de barreiras, que, conforme está posto, poderia culminar com a necessária construção de um Pacto Nacional.

Diário do Comércio | 15 de abril de 2020

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