Conselho Empresarial da Mulher Empreendedora da ACMinas celebra Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino


O Conselho Empresarial da Mulher Empreendedora, em parceria com a comunidade She’s The Boss, e a empresa Mulheres Elétricas, realizou na última terça-feira um evento em comemoração ao Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino.

O segundo “Circuito do Empreendedorismo Feminino” foi realizado na sede da ACMinas e teve duração de 12 horas com uma programação composta por palestras, workshops, painéis, mentorias e networking. 

“O objetivo desta data é chamar a atenção para o impacto econômico promovido pela mulher Empreendedora”, afirmou Alessandra Alkmin, presidente do Conselho Empresarial da Mulher, durante abertura do evento. 

De acordo com a presidente, atualmente, o Brasil tem mais de 25 milhões de mulheres que empreendem, e em 2017 mais da metade dos novos negócios, no país, foram abertos por mulheres. Alkmin também apresenta dados referentes a situação das mulheres no mercado de trabalho formal, elas são as mais afetadas pelo desemprego, representando cerca de 56% das pessoas sem trabalho no país, além da desigualdade salarial, marcada pelo fato de que elas recebem 73% menos que os homens que exercem a mesma função.

Para debater sobre o tema “Masculinidade Tóxica” e como esse comportamento afeta não só a vida das mulheres, mas as dos homens também, foram convidados para compor a mesa Dulcejane Vaz, economista e co fundadora do grupo “Mulheres do Brasil”, Bernardo Gomes, Doutor em direito, e  Luiz Carlos Garcia, professor de direito.

Dulcejane explica que após perceber que as colegas de trabalho não ocupavam cargos de liderança no banco para o qual trabalhava, ela buscou por uma rede de apoio participando de eventos de liderança feminina até quando conheceu o movimento “Mulheres do Brasil”. “É importante ter esse espaço de acolhimento e no grupo das “Mulheres do Brasil” eu encontrei isso. Porque no banco eu não estava encontrando formas de ajudar as mulheres a avançarem na questão da liderança, através do grupo eu consegui encontrar apoio e conhecimentos que eu levava para dentro do banco”, declarou a economista.

Luiz Garcia considera que existe um pano de fundo que abarca praticamente todas as demandas sociais que temos na atualidade que se trata da discussão de gênero. Ele explica que a masculinidade tóxica é o reflexo de um padrão comportamental que ocorre repetidamente ao longo dos anos, e que a discussão, sobre os papéis sociais conferidos às pessoas e as disparidades sociais entre esses papéis, está atrasada. “Pensar gênero de forma ampla é algo que já deveria ter sido feito no passado”, enfatizou o professor. 

Bernardo Gomes falou sobre como percebeu que a masculinidade tóxica estava presente em suas experiências de vida. Ele relatou que percebeu a presença desta silenciosa opressão quando teve sua filha, aos 17 anos. Segundo Gomes, a pressão da família foi muito grande, sobretudo por ele ser o filho mais velho e “carregar” as expectativas da família. “Eu tinha que ser o filho mais inteligente, o filho que tinha sucesso, o exemplo dos meus irmãos, a aposta dos meus pais. E em 18 anos de vida ninguém me perguntou se eu estava feliz, ninguém me perguntou”, relembrou. 

O painel reforçou a necessidade de que a igualdade entre os gêneros precisa ser uma luta protagonizada pelas mulheres, mas contando com o apoio dos homens, já que os dois são afetados por esse sistema social. “O machismo oprime homens e vitimiza mulheres”, assegurou Garcia.

Confira as fotos.

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