Corte da Selic reduz rentabilidade da poupança e das aplicações em renda fixa

Por: Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

 

A redução da Selic de 2,25% para 2% ao ano provocou a queda de rentabilidade da poupança e do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) – indicador utilizado para remunerar os principais investimentos em renda fixa. 

Com o corte da taxa básica de juros (a Selic), a poupança passou a ter rendimento anual de 1,40% e o CDI de 1,60%. Isto é, descontando a inflação prevista para o encerramento de 2020 (1,67%), estas aplicações financeiras irão apresentar uma rentabilidade real negativa de -0,27% e -0,07% ao ano. 

Então, ainda vale a pena investir nestas modalidades de aplicação? Sim, contudo depende do objetivo. 

Para a estruturação de uma Reserva de Emergência, recurso financeiro acumulado para financiar imprevistos, ainda é validado investir na poupança ou na renda fixa. Porque, a reserva de emergência é baseada no risco diminuto, na liquidez elevada (alta disponibilidade de recursos) e na rentabilidade média / baixa. 

Se o investidor visa obter um maior ganho, ele deverá buscar aplicações de longo prazo, com baixa liquidez e com risco moderado ou alto – exemplo: ações (renda variável). 

 

Outras considerações 

  • Rendimento poupança: quando a Selic for maior do que 8,5% ao ano, o rendimento é de 0,5% ao mês mais TR (Taza Referencial). Abaixo ou igual a 8,5%, o rendimento é de 70% da Selic mais TR.
  • Principais investimentos em renda fixa: conta corrente remunerada, CDB (Certificado de Depósito Bancário), LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), dentre outros.

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