Dia dos Namorados é marcado por fluxo intenso na Capital

Embora entidades do comércio varejista de Belo Horizonte ainda não tenham emitido um balanço oficial sobre o desempenho das vendas do Dia dos Namorados, a data foi marcada por fluxo intenso nos principais centros comerciais da cidade. Entre as estratégias para atrair os consumidores, mesmo em meio à crise e às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, vitrines recheadas de promoções, prazos de pagamentos alongados, isenção de juros e muita criatividade.

Ainda é cedo para falar em perspectiva, principalmente, porque ainda não se tem dados fechados sobre o desempenho das vendas. Porém, o economista da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Paulo Casaca, diz que as condições parecem ser mais favoráveis.

“É muito mais uma esperança do que um prognóstico, porque ainda vivemos um cenário de muita incerteza diante da pandemia. Se por um lado esperamos que as coisas melhorem pela vacinação e recuo nos níveis de contágio e mortes pela doença, por outro, não sabemos o que vai ser do País caso surja uma nova cepa ou as doses dos imunizantes voltem a faltar”, avalia.

Por isso, ele pondera que é necessário acompanhar o comportamento nos próximos meses. Além disso, lembra que a pandemia nem acabou e já há a sinalização de uma possível nova crise, desta vez, na área energética. “São diversos pontos de atenção. Mas há indícios de que os setores de comércio e serviços já estão sabendo lidar melhor com as limitações impostas pela pandemia. Quero crer que tudo vai avançar, não vamos ter maiores problemas e, em breve, a crise sanitária vai estar solucionada, até para que possamos atravessar outros desafios”, reitera.

Já o presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), Nadim Donato, afirma que até o fim do mês a entidade deve lançar seu balanço oficial das vendas para a data. Mas antecipa que os níveis foram inferiores ao patamar pré-crise. Conforme ele, de modo geral, foi observado recuo de 20% a 30% no faturamento observado em 2019.

“Pela primeira vez, as lojas de vestuário se destacaram nas vendas. Foram as empresas que mais sofreram desde o início da pandemia e agora tiveram uma leve recuperação, apresentando estabilidade sobre o Dia dos Namorados de 2019, o que consideramos uma melhora diante do cenário”, comenta.

Em relação às estratégias, Donato ressalta as promoções e facilitações de pagamentos em até dez vezes para atrair o cliente, mesmo num momento de maior endividamento das famílias e níveis elevados de desemprego.

Ouça o presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), Nadim Donato

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) também ainda não fez um balanço oficial das vendas. Mas pesquisa divulgada pela entidade na semana anterior ao dia 12 de junho revelou aumento de 29,17% nos níveis de comercialização na capital mineira.

A expectativa da CDL-BH era de que R$ 2,08 bilhões fossem injetados na economia da cidade, no mês de junho, com as vendas do Dia dos Namorados. E para alavancar as vendas da data, conforme a pesquisa, 65,48% dos comerciantes entrevistados afirmam que prepararam promoções.

De acordo com o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, o principal destaque ficou por conta das compras nas lojas físicas, dada a característica de presentes mais personalizados. Além disso, os comércios locais também foram os mais procurados, justamente, porque as pessoas priorizaram a pouca movimentação e o foco na escolha do presente.

Bares e restaurantes – No caso de bares e restaurantes, que foram surpreendidos nas vésperas da data, com uma nova flexibilização do horário de funcionamento por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e, inclusive, algumas horas a mais no sábado (12), o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Matheus Daniel, destaca que houve aumento nas vendas em relação ao ano anterior, uma vez que em 2020, o setor estava autorizado a funcionar apenas por delivery. Mas ele alerta que é preciso constância nas medidas para que o ritmo seja mantido.

“O Dia dos Namorados em si não é a solução. Abrir um único dia não resolve o problema do setor. Funcionar todos os dias até às 22 horas já nos dá um respiro e vai permitir a verdadeira retomada do setor, que já perdeu muito com o abre e fecha”, ressalta.

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