Dia Livre de Impostos promete movimentar o comércio de Belo Horizonte

Por Mariana Costa
Em 27 de maio, lojas de diversas regiões do país vão oferecer mercadorias sem taxas de impostos (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press )

A 15ª edição do Dia Livre de Impostos (DLI) já tem data marcada: 27 de maio. A ação tem o objetivo de conscientizar a população quanto aos altos índices de impostos pagos pelo cidadão e que não retornam em forma de serviços essenciais como saúde, educação, segurança, entre outros.

A iniciativa é da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e da CDL Jovem. Há quatro anos, a ação passou a ser realizada em outros estados brasileiros, com o apoio da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Neste ano já são 173 cidades participantes de 22 estados.

Até o momento, 1.030 lojas em diversas regiões do país vão oferecer mercadorias sem as taxas, responsáveis por sobrecarregar o valor final dos produtos.

São drogarias, perfumarias, supermercados, autoescolas, escolas de idiomas, lojas de material de construção, pet shops, lojas de calçados, roupas e acessórios.

151 dias trabalhados para pagar impostos

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), somente em 2020, os brasileiros trabalharam de 1º de janeiro a 30 de maio, exclusivamente, para pagar impostos municipais, estaduais e federais. Um total de 151 dias.

Na prática, isso significa que a tributação em relação à renda, consumo e patrimônio do brasileiro corresponde a 41,25% dos gastos.

Ainda segundo o IBPT, o Brasil, além de figurar entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo, é um dos que mais arrecada e dá o pior retorno à população em serviços públicos.
“Há anos carregamos o título de país com uma das maiores taxas de impostos e, infelizmente, o retorno para o cidadão contribuinte é um dos piores. Estamos, cada vez mais, trabalhando para pagar impostos. Em comparação à década de 1970, trabalhamos mais que o dobro para conseguir pagar a tributação”, analisa o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Para o dirigente, o setor privado já vinha sendo sacrificado por um modelo fiscal que pune quem gera emprego no Brasil e, agora, com a pandemia da COVID-19,  se sente duplamente prejudicado.
“A perspectiva do fechamento de milhares de empresas, a burocracia tributária e o baixo retorno dos impostos pagos levam à necessidade urgente do avanço da agenda da Reforma Tributária”, explica Souza e Silva.


Leia mais: Estado de Minas|Economia| 19/05/2021

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