Economia engessada faz mercado manter redução da projeção para a expansão do PIB de 2019

Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas

 

O mercado financeiro reduziu pela 18º semana consecutiva a sua previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2019, isto é, de 0,87% para 0,85%. A informação foi divulgada pelo Relatório Focus do Banco Central (BACEN).

A projeção do mercado está acima da expectativa edificada pelo BACEN. Na semana passa, a autoridade monetária do país diminuiu em 1,2 pontos percentuais a sua previsão para o crescimento da atividade econômica de 2019 – de 2% para 0,8%. O Banco Central salientou que a sua perspectiva está ligada diretamente à continuidade das reformas estruturantes, tão necessárias para gerar a mudança de desempenho da economia brasileira, em outras palavras, a transição de uma estagnação para um crescimento sustentável. 

                                         

Para 2020, a projeção do mercado foi mantida em 2,20%. Contudo, a manutenção da previsão de expansão para o próximo ano, depende, no curto prazo, da aprovação de reforma da previdência.

Inflação

Para o processo inflacionário quantificado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, a perspectiva passou de 3,82% para 3,80%. A alta projetada está abaixo da meta central estipulada para o ano de 2019, 4,25% com margem de tolerância de 2,75% a 5,75%.

A meta para a inflação oficial é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

Taxa de Juros

As principais instituições financeiras do país reduziram novamente a previsão da Taxa Selic para o final de 2019, de 5,75% para 5,50% ao ano.

Alguns analistas defendem que um eventual corte do atual patamar do indicador, 6,5% ao ano, será benéfico para o crescimento da economia. Isto é, a operacionalização de um novo estímulo monetário poderá ajudar a reavivar a economia por meio da ampliação do mercado de crédito, e do consequente fomento ao investimento e consumo.

Para findar de 2020, a perspectiva do mercado sofreu um arrefecimento de 0,5 ponto percentual, de 6,50% ao ano para 6,00%.

                                         

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