Em agosto, indústria recua em 7 dos 15 locais pesquisados

Com a queda de 0,7% da indústria nacional de julho para agosto de 2021, na série com ajuste sazonal, sete dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram taxas negativas, com destaque para a perda de dois dígitos em Pernambuco (-12,0%) e as quedas mais intensas que a média nacional no Espírito Santo (-3,7%), Região Nordeste (-3,5%), Mato Grosso (-2,3%), Rio Grande do Sul (-1,0%) e Minas Gerais (-0,9%).

Por outro lado, Amazonas (7,3%) e Pará (7,1%) apontaram as maiores as altas.

Frente a agosto de 2020, nove dos 15 locais pesquisados mostraram resultados negativos. Já na média móvel trimestral, houve recuo em 12 dos 15 locais pesquisados.

O acumulado no ano foi positivo em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (20,5%), Amazonas (17,1%) e Ceará (16,3%). Já o acumulado dos últimos 12 meses teve 11 dos 15 locais pesquisados com taxas positivas.

Indicadores Conjunturais da Indústria  – Resultados Regionais – Agosto de 2021
Locais  Variação (%)
Agosto 2021/   Julho 2021* Agosto 2021/ Agosto 2020 Acumulado  Janeiro-Agosto Acumulado nos Últimos 12 Meses
Amazonas 7,3 -1,5 17,1 14,4
Pará 7,1 -6,2 -1,4 0,1
Região Nordeste -3,5 -17,2 -3,7 -1,3
Ceará 0,0 -5,6 16,3 13,4
Pernambuco -12,0 -13,5 4,2 5,7
Bahia 0,3 -13,8 -14,8 -10,1
Minas Gerais -0,9 6,5 15,6 12,3
Espírito Santo -3,7 6,0 10,3 4,6
Rio de Janeiro 1,3 1,4 3,5 0,7
São Paulo 0,4 0,9 12,6 9,9
Paraná 1,5 8,7 15,1 13,2
Santa Catarina 1,9 5,8 20,5 16,9
Rio Grande do Sul -1,0 -1,5 15,0 12,9
Mato Grosso -2,3 -2,1 -4,7 -6,3
Goiás -0,3 -3,4 -3,8 -3,2
Brasil -0,7 -0,7 9,2 7,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
* Série com Ajuste Sazonal

Na série com ajuste sazonal, sete dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas, com destaque para a perda de dois dígitos assinalada por Pernambuco (-12,0%), que eliminou parte do crescimento de 6,1% observado no mês anterior. Espírito Santo (-3,7%), Região Nordeste (-3,5%), Mato Grosso (-2,3%), Rio Grande do Sul (-1,0%) e Minas Gerais (-0,9%) registraram recuos mais intensos do que a média nacional (-0,7%), enquanto Goiás (-0,3%) completou o conjunto de locais com resultados negativos em agosto de 2021.

Por outro lado, Amazonas (7,3%) e Pará (7,1%) apontaram as maiores altas nesse mês, com o primeiro devolvendo parte do recuo verificado em julho (-13,2%) e o segundo interrompendo três meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou perda de 9,7%. Santa Catarina (1,9%), Paraná (1,5%), Rio de Janeiro (1,3%), São Paulo (0,4%) e Bahia (0,3%) assinalaram os demais resultados positivos, enquanto o Ceará, com variação nula (0,0%), repetiu o patamar de julho.

A média móvel trimestral foi de -0,8% no trimestre encerrado em agosto de 2021 frente ao nível do mês anterior. Em 12 dos 15 locais pesquisados houve médias móveis negativas e os recuos mais acentuados foram em Pernambuco (-3,7%), Minas Gerais (-1,6%), Mato Grosso (-1,5%), Rio Grande do Sul (-1,3%) e São Paulo (-1,1%). Por outro lado, Bahia (6,2%) e Ceará (1,7%) registraram os avanços em agosto de 2021.

Na comparação com agosto de 2020, o setor industrial nacional recuou 0,7% em agosto de 2021, com taxas negativas em nove dos 15 locais pesquisados. Região Nordeste (-17,2%), Bahia (-13,8%) e Pernambuco (-13,5%) assinalaram os recuos mais intensos. Pará (-6,2%), Ceará (-5,6%), Goiás (-3,4%), Mato Grosso (-2,1%), Amazonas (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-1,5%) completaram o conjunto de locais com índices negativos nesse mês.

Por outro lado, Paraná (8,7%) e Minas Gerais (6,5%) apontaram os maiores avanços. Espírito Santo (6,0%), Santa Catarina (5,8%), Rio de Janeiro (1,4%) e São Paulo (0,9%) também mostraram taxas positivas nesse mês. Vale citar que agosto de 2021 teve 22 dias úteis, um a mais do que agosto de 2020 (21 dias).

No acumulado do ano de 2021 (janeiro-agosto), frente a igual período de 2020, houve crescimento da produção em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (20,5%), Amazonas (17,1%) e Ceará (16,3%). Minas Gerais (15,6%), Paraná (15,1%), Rio Grande do Sul (15,0%), São Paulo (12,6%) e Espírito Santo (10,3%) também registraram taxas positivas mais acentuadas do que a média nacional (9,2%), enquanto Pernambuco (4,2%) e Rio de Janeiro (3,5%) completaram o conjunto de locais com avanço na produção.

Por outro lado, Bahia (-14,8%) apontou o recuo mais elevado no índice acumulado dos oito meses do ano. Mato Grosso (-4,7%), Goiás (-3,8%), Região Nordeste (-3,7%) e Pará (-1,4%) também mostraram taxas negativas no indicador.

O acumulado dos últimos 12 meses, ao avançar 7,2% em agosto de 2021, intensificou o crescimento de julho último (7,0%) e permaneceu com a trajetória ascendente iniciada em agosto de 2020 (-5,7%).

Em termos regionais, 11 dos 15 locais pesquisados registraram taxas positivas em agosto de 2021 e seis superaram os índices de julho último. Espírito Santo (de 2,6% para 4,6%), Paraná (de 11,5% para 13,2%), São Paulo (de 9,2% para 9,9%), Mato Grosso (de -7,0% para -6,3%), Santa Catarina (de 16,3% para 16,9%) e Minas Gerais (de 11,7% para 12,3%) mostraram os ganhos entre julho e agosto de 2021, enquanto Pernambuco (de 7,8% para 5,7%), Região Nordeste (de 0,6% para -1,3%), Ceará (de 14,6% para 13,4%), Goiás (de -2,4% para -3,2%), Bahia (de -9,3% para -10,1%) e Pará (de 0,7% para 0,1%) assinalaram as perdas mais elevadas entre os dois períodos.

Assine nossa Newsletter

Receba nossa novidades em primeira mão por email.