Empresário mineiro está otimista

Fonte: Diário do Comércio

O empresariado industrial mineiro chega ao final de 2017 mostrando otimismo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) atingiu 56,5 pontos em dezembro, sendo a quarta vez consecutiva que o indicador mostra avaliação positiva. Em relação a novembro, que apresentou índice de 56,4 pontos, houve estabilidade. No comparativo com dezembro de 2016, quando o índice ficou em 46,1 pontos, o avanço foi de 10,4.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), responsável pelo levantamento, o resultado marcou o maior nível desde setembro de 2012 (57 pontos).

Economista da Fiemg, Annelise Fonseca considera que de maneira geral o ano foi positivo. O Icei mostrou resultados negativos – abaixo dos 50 pontos – apenas em três meses, o que ocorreu logo após as delações do empresário Joesley Batista, da JBS, mostrando influência da política na economia. Em junho, julho e agosto, o Icei foi, respectivamente, de 47,8; 47,4 e 48,5.

Segundo ela, a estabilidade econômica, com queda de juros e ancoragem da inflação, levou à recuperação da tendência de melhora. “Temos um cenário de boas perspectivas, com recuperação gradual”, disse. Ela acredita que a continuidade desse quadro pode garantir a consolidação do otimismo. O “porém” fica por conta da política: as eleições do ano que vem e a pendência das reformas contribuem para um quadro ainda incerto.

A economista destaca alguns pontos do levantamento que mostram tendência de consolidação da recuperação. Um deles é que o empresariado fez avaliações positivas tanto do cenário atual de negócios quanto das expectativas para os próximos seis meses. Outro ponto é que empresas de todos os portes – pequeno, médio e grande – mostraram otimismo.

Ao longo deste ano, os Iceis otimistas foram amparados, em sua maioria, pela avaliação positiva da expectativa para os próximos seis meses, enquanto a avaliação sobre a situação atual ficava abaixo da linha dos 50 pontos. Em dezembro, o índice de condições atuais – que traz a percepção dos empresários em relação às condições correntes de negócio – ficou em 51,9, atingindo a segunda avaliação consecutiva positiva. Em novembro foi de 51,3 pontos.

Ainda dentro da avaliação atual, empresários mostraram otimismo quanto à economia brasileira (51,1) e à própria empresa (53,2). Sobre a economia do Estado, o indicador mostrou pessimismo: 47,3 pontos.

O indicador de expectativas ficou em 58,7 em dezembro, com um recuo de 0,3 ponto no comparativo com novembro. De acordo com a Fiemg, apesar da redução, essa é a quinta vez seguida que o indicador mostra resultados positivos. Quanto à expectativa de negócios para os próximos meses, houve otimismo quanto à economia brasileira (55,6), economia no Estado (52,2) e a própria empresa (61,2).

Porte – Quanto ao porte, as grandes empresas foram as que mostraram resultados mais elevados, com Icei de 59,5. Houve pequeno recuo de 0,6 ponto em relação a novembro (60,1). Pequenas empresas tiveram Icei de 53,1, aumento de 0,9 ponto em relação a novembro, que ficou em 52,2. As de médio porte mostraram avaliação 54, avanço de 0,6 ponto com relação ao mês anterior, que foi de 53,3.

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