Empresário tem que ter o olhar no futuro

Fonte: Diário do Comércio

A urgência da reinvenção de modelos de negócios tradicionais e a importância da conexão entre atores do ecossistema de inovação foram temas do primeiro encontro do Clube das Ideias, realizado na quarta-feira, pela Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) e pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). O encontro é o primeiro de uma série que focará no “empresário empreendedor” e levantará ideias para ajudar as empresas a pensarem no futuro.

As boas-vindas e a palavra de abertura foram de um dos maiores nomes da inovação no Brasil: o criador da Embraer, Ozires Silva, que participou do evento via mensagem de vídeo gravada. Ele lembrou o tamanho e o potencial do Brasil para o empreendedorismo e destacou que o “País não tem direito de ser menos que suas condições”. Ele também destacou que a inovação tem feito um mundo muito diferente do que estamos acostumados e que os empresários precisam usar isso a seu favor. “É extraordinário pensar que essas ideias inovadoras que surgirão desses encontros podem mudar o Brasil e criar as bases do desenvolvimento que desejamos”, disse.

O presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, lembrou que não há projetos sustentáveis sem boas ideias que os sustentem. Por isso, ele acredita que os encontros do Clube das Ideias ajudarão empresários a terem insights e a despertarem para as mudanças trazidas pela revolução digital. “Espero que esse projeto contribua para o novo empreendedorismo. E o que é esse novo empreendedorismo? É aquele que permite crescimento em escala, que se multiplica”, disse.

A urgência da inovação foi lembrada pelo professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Virgílio Almeida. Ele mostrou dados sobre o novo perfil do brasileiro, que é cada vez mais conectado e consome tudo que pode na web. “Estamos falando de uma população no Brasil com penetração de 66% no uso da internet e de 62% no uso de mídias sociais”, disse. Ele também lembrou cases como o da Blockbuster que não percebeu a mudança do seu negócio e, por não inovar, acabou falindo.

“A Blockbuster teve a oportunidade de comprar a Netflix, mas não comprou. Desde então, a Netflix já inovou com o streaming e depois com a produção própria de conteúdo”, disse.

O professor destacou que esse cenário é um alerta claro aos empresários tradicionais sobre a necessidade de olharem para o futuro. “Primeiro é preciso entender o que está acontecendo ao seu redor, perceber os impactos das mudanças e as possibilidades. Depois é preciso promover ações concretas, como fomentar um ambiente interno de pesquisa ou qualificar os colaboradores”, afirmou.

O idealizador do Órbi – espaço voltado para conexão entre startups e grandes empresas – Pedro Menezes também destacou como a revolução digital mudou a forma como entendemos riqueza, dinheiro, território e educação. “Estamos chegando a uma era em que coisas que parecem absurdas se tornarão realidade e coisas novas surgirão toda semana”, disse. Nesse sentido o empreendedor lembrou a importância da conexão entre os diferentes atores a fim de se criar um ecossistema de inovação forte e saudável. “A colaboração é a essência do empreendedorismo e é isso que temos vivido com a comunidade de startups San Pedro Valley”, ressaltou.

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