Fiemg faz proposta para ampliar emprego

Por: Juliana Siqueira

Retomada econômica, com inversão rápida da curva da queda e até mesmo mais contratações. Esse foi o cenário vislumbrado por participantes do “Encontro Empresarial On-line”, evento promovido ontem pelo Conselho de Relação de Trabalho da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A reunião virtual contou com a presença do secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, e do secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo.

Além da abordagem acerca das perspectivas positivas para o País, durante o evento também foram feitas sugestões de ações que podem auxiliar o Brasil a prosperar, contribuindo para o desenvolvimento econômico das empresas e da própria população. Uma das medidas destacadas foi a desoneração da folha de pagamento.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, pontuou que, em junho, o País perdeu apenas 10 mil empregos. Para ele, trata-se de uma marca histórica em meio a uma pandemia, a uma recessão econômica sem precedentes. “O Brasil conseguiu evitar um grande número de empregos perdidos”, ponderou o dirigente, lembrando que há um saldo negativo de pouco mais de um milhão de postos de trabalho, enquanto os Estados Unidos têm algo em torno de 30 milhões.

Na sua avaliação, o resultado se deve às medidas tomadas pelo País, como a Medida Provisória (MP) 936, que trata da redução da jornada de trabalho e suspensão de contratos de trabalho em virtude da pandemia do Covid-19. No entanto, Roscoe ressaltou que outras ações podem ser tomadas para a retomada dos empregos. Um exemplo é a dilatação do prazo de experiência profissional de três para seis meses. Como ainda existe muita insegurança, diz, isso facilitaria as contratações.

Bianco, por sua vez, observou que a preservação de renda e empregos é fruto de um trabalho conjunto. “Criamos um espírito de comunhão”, afirmou. Ele lembrou que em abril foram perdidos 900 mil postos de trabalho no País; em maio, 300 mil; até chegar aos 10 mil de junho. Agora, disse, já se espera retomada das contratações.

Segundo ele, a MP 936 foi de suma importância, tratando-se de algo simples, de implantação fácil. Além disso, destacou que a política econômica brasileira dos últimos 16 meses fez com que o País passasse pela pandemia de maneira mais simples. Algumas das ações que contribuíram para isso foram a redução do tamanho do Estado e os juros mais baixos. “Já vivemos uma retomada e certamente ela será em ‘v’”, afirmou.

Acordos – Dalmato acrescentou que foram feitos mais de 15 milhões de acordos, para mais de 10 milhões de trabalhadores, o que corresponde a praticamente um terço de todos os que estão empregados no Brasil. Ele lembrou que as projeções iniciais apontavam para a demissão de 12 milhões de pessoas, o que não ocorreu.

“Ao contrário, nós conseguimos manter quase que esse mesmo montante até o momento e seguramente será mais do que isso até o final da pandemia”. Para ele, os empregos mantidos são indispensáveis para auxiliar na retomada.

Bianco disse que foi mantida a economia viva, protegendo os trabalhadores informais por meio do pagamento emergencial. O secretário frisou ainda a importância de criar um ambiente de negócios desburocratizado e segurança política para a indústria, comr o compromisso de redução do custo de emprego para a geração de oportunidades.

Roscoe avaliou que muito já se fez desde a reforma trabalhista. Ele lembrou, ainda, a importância da desoneração do custo do trabalho, o que, disse, é fundamental para o crescimento sustentável do Brasil. “Consideramos uma evolução o imposto sobre transações e movimentações financeiras em substituição aos tributos sobre a folha de pagamento. A Fiemg endossa e apoia essa iniciativa”, afirmou.

Jornal Diário do Comércio | 10 de agosto de 2020 

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