FMI melhora projeção para o PIB brasileiro de 2018, crescimento de 2,3%

Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas
 
O FMI (Fundo Monetário Internacional) elevou a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2018, agora é estimado um avanço de 2,3%. A perspectiva anterior, apresentada no mês de janeiro, apontava que o Produto Interno Bruto (PIB) iria obter uma alta de 1,9%.

Além disso, o FMI melhorou a previsão para o PIB de 2019. O Fundo antevê uma alta de 2,5% para o referido período, acréscimo de 0,4 ponto percentual sobre a estimativa anterior (2,1%).
 
No estudo realizado pelo FMI é salientado que a inflação do Brasil está próxima de alcançar o menor nível da série histórica e que o crescimento econômico de 2019 será alavancado, especialmente, pelo consumo e pelo investimento do setor privado.
 
No entanto, o documento salienta que as incertezas oriundas do cenário político podem contaminar o bom andamento da economia, principalmente, ante o controle dos gastos públicos. Isto é, a instabilidade política poder comprometer a efetivação das reformas necessárias para reequilibrar as contas públicas, como a relevante Reforma da Previdência.
 
A Reforma da Previdência Social é de extrema importância para o país, porque hoje possuímos um sistema previdenciário deficitário, ou seja, as contribuições recebidas pela Previdência não são capazes de sustentar todos os dispêndios gerados. Também, é importante salientar que Governo Federal é o avalista da Previdência, assim, em caso déficit, o saldo negativo é financiado com recursos provenientes do Tesouro Nacional, em outras palavras, do contribuinte.
 
Outras projeções
 
O mercado financeiro acredita que o PIB do Brasil irá obter um avanço de 2,76%, em 2018. Já para ano de 2019, é previsto um crescimento de 3,0%.
 
Segundo o “Relatório de Inflação – Março 2018”, o Banco Central manteve em 2,6%, a sua estimativa para alta do PIB de 2018.
 
Em relação aos componentes do Produto Interno Bruto, a autoridade monetária projeta que a Indústria apresentará um crescimento de 3,1% e os Serviços de 2,4%. Porém, a agropecuária deverá recuar 0,3%.
 
No âmbito da demanda agregada é destacada a melhora da estimativa para o desenvolvimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) ou da Taxa de Investimento, de 3,0% para 4,1%. Segundo Banco Central, a evolução da previsão está “associada à trajetória favorável nos índices de confiança dos empresários, à redução do endividamento das empresas no sistema financeiro e aos efeitos do ciclo de flexibilização na política monetária” – redução da taxa básica de juros, a Selic, e a consequente ampliação do mercado creditício.

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