Fundição começa o ano com carteira cheia

Fonte: Diário do Comércio

A indústria de fundição de Minas Gerais recuperou fôlego em 2017. No ano passado, o setor aumentou sua produção em 10,4% sobre 2016, viu as exportações crescerem em participação nos negócios, e, apesar de ter perdido 4,6 mil postos de trabalho nos últimos anos, as fundições mineiras conseguiram recuperar 2,4 mil empregos. Para 2018, o segmento começa o ano com carteira cheia, especialmente em função da recuperação do parque automotivo, que representa cerca de 60% do consumo de fundidos no Estado.

“O setor superou as expectativas, produzindo 670 mil toneladas de fundidos em 2017, 10,4% de crescimento em relação a 2016. Com isso, nos aproximamos do nível de produção de 2014, mas ainda estamos longe do que o segmento produziu em 2008, que foi o ápice da produção (1,070 milhão de toneladas)”, detalhou o presidente do Sindicato da Indústria da Fundição no Estado de Minas Gerais (Sifumg), Afonso Gonzaga.

Segundo ele, a reação do mercado automotivo, especialmente nos últimos quatro meses de 2017, puxou a recuperação do setor, uma vez que a indústria automobilística responde por cerca de 60% do consumo de fundidos no Brasil e em Minas. “Como consequência disso, iniciamos este ano com a carteira cheia o suficiente para atingirmos uma produção ainda maior em 2018”, acrescentou.

Outro setor importante para a indústria de fundição, o agronegócio tem se mantido estável em relação a encomendas de peças fundidas, mas outros segmentos, como saneamento básico, estão praticamente parados, e pesam contra o aumento da produção e das vendas do parque de fundição.

Porém, as exportações também estão ajudando as fundições. Gonzaga explicou que a melhora da produção também foi consequência do aumento das vendas externas. Para se ter uma ideia, em 2016 os embarques respondiam por 9% da produção e, em 2017, o índice saltou para 17%.

“Isso aconteceu devido ao crescimento do mercado internacional e da própria situação cambial, porque o dólar entre R$ 3,20 e R$ 3,40 é favorável para as vendas externas. Uma grande vantagem das exportações é que os contratos são mais longos, o que garante produção. O aumento dos embarques mostra também a capacidade do setor em atender o mercado externo e a qualidade de seus produtos”, explicou.

Sobre a recuperação dos níveis de emprego do setor, Gonzaga afirmou que, nos últimos anos, a indústria de fundição mineira perdeu 4,6 mil postos de trabalho, mas conseguiu recuperar 2,4 mil empregos em 2017. “O emprego é o último estágio da melhoria do setor produtivo porque, primeiro, as empresas aumentam a produção com a mão de obra disponível”, afirmou.

Gonzaga, que também é presidente da Associação Brasileira de Fundição (Abifa), lamentou ainda as mazelas políticas do País e cobrou a desburocratização de processos de licenciamentos e a redução da carga tributária.

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