Governo federal promete bancar obras de infraestrutura em MG

Por: Mara Bianchetti

Apesar de todas as intempéries de 2020, o ano tem reservado boas notícias para Minas Gerais. Após o presidente Jair Bolsonaro confirmar os recursos para a tão esperada expansão do metrô de Belo Horizonte, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, garantiu, à bancada mineira no Congresso Federal, recursos para a continuidade das obras da BR-381 e esforços para tirar do papel outros projetos longínquos do Estado, como a privatização do metrô e a reforma do Anel Rodoviário.

De acordo com o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), o encontro virtual do ministro com os deputados federais teve o objetivo principal de detalhar o repasse anunciado pelo presidente e tratar de outras obras de infraestrutura há muito cobradas pelos mineiros.

“O assunto principal foi o metrô, que é tão simbólico não apenas para a Capital e região metropolitana, mas para o Estado inteiro. E cuja garantia de recursos pode ser comemorada em duas frentes: a construção da linha 2 – que ligará a estação Calafate à região do Barreiro – e no segundo momento, a própria concessão do metrô no que tange a sua estadualização”, afirmou.

Anastasia lembrou que para a expansão do trem urbano, será destinado o montante de R$ 1 bilhão que faz parte de um acordo com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para recomposição da linha férrea. Já a estadualização do equipamento dependeria de recursos da Vale referentes à indenização pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (RMBH), no ano passado.

“Assim como para o Anel Rodoviário, por meio de uma PPP (parceria público-privada) conduzida pelo governo do Estado, mas também com recursos da mineradora”, acrescentou lembrando que o ministro falou da intenção dos projetos, mas que a execução dos mesmos dependerá de acordos com a Vale.

Rodovia – Já os recursos para a continuidade das obras de duplicação da BR-381 – mais conhecida como “Rodovia da Morte” –, conforme o senador, foram garantidos. “Neste caso são recursos do Tesouro e os trabalhos devem continuar”, ressaltou.

Esperada pelos mineiros há décadas, as obras da rodovia vêm sendo tocadas, mesmo que a passos lentos, pela União, enquanto a concessão à iniciativa privada não sai do papel. A previsão é que o certame aconteça no ano que vem, já que a licitação que estava prevista para ocorrer no segundo semestre deste exercício foi adiada em virtude de mudanças regulatórias e tecnológicas dos projetos e dos obstáculos causados pela pandemia de Covid-19, conforme publicado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, em julho.

AEROPORTO CARLOS PRATES SERÁ DESATIVADO

Os aeroportos de Minas Gerais também foram assunto da reunião do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, com parlamentares do Estado. De acordo com o senador, Antonio Anastasia, o ministro citou aeródromos mineiros que poderão ser privatizados a partir do ano que vem e falou de reformas nos aeroportos de Montes Claros (Norte de Minas), Uberlândia (Triângulo) e falou sobre o repasse do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, mais conhecido como Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para o governo estadual.

O ministro anunciou ainda a desativação do Aeroporto Carlos Prates, também localizado na capital mineira, a partir de dezembro de 2021. A medida já era um pleito de moradores do entorno do aeródromo, em função dos constantes acidentes aéreos.

Procurado, o Ministério da Infraestrutura disse, por meio de nota, que decidiu pela desativação do Aeroporto Carlos Prates, mas que a desativação não tem relação com os acidentes. “É uma decisão relacionada à 7ª rodada de concessões aeroportuárias, buscando torná-la ainda mais atraente para os investidores, e à transferência do Aeroporto da Pampulha para o Estado”, justificou.

Ainda conforme a Pasta, a ideia é que o terminal opere até o fim do ano que vem sob a gestão da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e depois seja desativado definitivamente, tendo suas operações transferidas para o Aeroporto da Pampulha. Sobre o imóvel, disseram que é de propriedade da União e será desafetado para fins aeroportuários, ficando a cargo da Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

Jornal Diário do Comércio | 03 de setembro de 2020

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