Inflação apresenta alta de 0,51% em novembro. Carne é a grande vilã

Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas

 

Em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) obteve alta de 0,51%, acréscimo de 0,41 ponto percentual sobre outubro (0,10%). Esta é a maior variação para o mês desde 2015, período no qual o IPCA ficou em 1,01%. No ano o índice acumula alta de 3,12% e nos últimos 12 meses de 3,27%.

                   
               

                 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sete registraram variação positiva em novembro. As maiores altas foram apresentadas pelos grupos de Despesas pessoais (1,24%) e Alimentação e bebidas (0,72%).  

O desempenho do grupo de Alimentação e bebidas foi influenciado, especialmente, pelo crescimento dos preços das carnes, aceleração de 8,09% motivada pela maior demanda da China e pela desvalorização cambial (fatores que potencializam as exportações). O grupo deteve o maior impacto individual no IPCA de novembro, 0,22 pontos percentual. 

A variação das Despesas pessoais, 1,24%, foi ocasionada, em especial, pela variação positiva dos preços das apostas dos jogos de azar (24,35%). Além disso, o referido grupo obteve o segundo maior impacto no índice (0,13 ponto percentual). 

Inflação por grupo de produtos e serviços e impacto no indicador:

Alimentação e Bebidas: 0,72% (0,18 ponto percentual)

Habitação: 0,71% (0,11 p.p.)

Artigos de Residência: -0,36% (-0,01 p.p.)

Vestuário: 0,35% (0,02 p.p.)

Transportes: 0,30% (0,05 p.p.)

Saúde e Cuidados Pessoais: 0,21% (0,03 p.p.)

Despesas Pessoais: 1,24% (0,13 p.p.)

Educação: 0,08% (0 p.p.)

Comunicação: -0,02% (0 p.p.)

 

Inflação por região

Em relação aos índices regionais, 7 das 16 áreas averiguadas detiveram alta acima do IPCA de novembro (0,51%). A maior variação foi observada em São Luís (1,05%), e a menor em Recife e Aracaju, 0,14%.

Índices regionais:

  • São Luís: 1,05%
  • Belém: 0,93%
  • Rio Branco: 0,72%
  • São Paulo: 0,70%
  • Goiânia: 0,70%
  • Campo Grande: 0,65%
  • Curitiba: 0,61%
  • Porto Alegre: 0,47%
  • Belo Horizonte: 0,46%
  • Vitória: 0,39%
  • Brasília: 0,38%
  • Salvador: 0,23%
  • Fortaleza: 0,22%
  • Rio de Janeiro: 0,17%
  • Recife: 0,14%
  • Aracaju: 0,14%

 

Meta Inflacionária e projeção

O IPCA é índice oficial da inflação brasileira. Para 2019, o Conselho Monetário Nacional definiu a meta de 4,25%, com margem de tolerância 1,5 pontos percentuais para cima ou para baixo (2,75% e 5,75%).  A inflação dos últimos 12 meses, 3,27%, está aquém da meta.

O mercado financeiro acredita que o IPCA findará 2019 com alta de 3,84%. Para 2020, é projetada uma variação positiva de 3,60%. 

 

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