Investimento estrangeiro direto no Brasil apresenta queda de 50,6% em 2020

Por: Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

Os investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil, em 2020, totalizaram US$ 34,1 bilhões, recuo de 50,6% perante 2019 (US$ 69,174 bilhões).

Este foi o menor fluxo de IED observado desde 2009 (US$ 31,480 bilhões), período delineado pela recessão econômica provocada pela crise financeira e das hipotecas subprime nos Estados Unidos (2007-2008).

A involução do IED é explicada pela pandemia de coronavírus. Isto é, por meio das incertezas econômicas edificada pela crise global de saúde. O cenário de turbulência ocasiona o afluxo de divisas / investimento estrangeiro do mercado brasileiro.

Contudo, o somatório de investimento estrangeiro direto foi capaz de cobrir o déficit das contas externas de 2020.

Desvalorização Cambial

Em 2020, o real sofreu uma forte desvalorização de 22,6% perante o dólar. A redução do IED está ligada diretamente a este desempenho, porque dentro de ambiente de incertezas, os investidores estrangeiros buscam direcionar os seus recursos financeiros para países mais seguros, nos quais o risco de perda é menor.

A redução da taxa Selic para 2% ao ano (recorde histórico), também, contribuiu para fortalecer a desvalorização cambial.

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