IPCA tem alta de 0,27% na capital mineira

Fonte: Diário do Comércio

O custo de vida dos belo-horizontinos ficou um pouco mais caro no último mês. Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da capital mineira subiu novamente e fechou em 0,27%. Este foi o terceiro mês consecutivo de inflação no município, que já havia encerrado julho e agosto com variações de 0,70% e 0,13%, respectivamente. Os dados são da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A coordenadora de pesquisa e desenvolvimento da Fundação Ipead, Thaize Vieira Martins Moreira, explica que a tendência de alta verificada nos últimos três meses não é motivo para preocupação entre os consumidores, e Belo Horizonte deve terminar 2017 dentro da meta de inflação estabelecida pelo governo federal.

“O ano já mostra que a inflação está bem mais controlada e que provavelmente ficará dentro da meta. Nos últimos 12 meses, por exemplo, o IPCA está em 3,69%, abaixo até do centro da meta, que é de 4,5%”, analisa a especialista. No acumulado do ano, o índice no município está em 2,89%.

Os combustíveis continuam tendo grande impacto para a inflação na capital mineira. Em setembro, a gasolina comum repetiu o comportamento de agosto e foi o produto que mais contribuiu individualmente para a variação positiva no IPCA da região, ao registrar aumento de 3,18% no preço. Em seguida, vieram as excursões (5,31%) e o gás de cozinha (6,65%).

Thaize Moreira lembra que o furacão Harvey, que passou recentemente pelos Estados Unidos, está entre as principais causas para o aumento do custo do GLP. Por causa da ocorrência climática, alguns terminais tiveram de ser fechados no Texas (EUA), maior região exportadora do produto no mundo.

“Já o aumento nos custos com excursões tem relação com a proximidade da Semana da Criança, em outubro, período sem aulas e que muita gente aproveita para viajar”, justifica.
Entre os 11 itens agregados que compõem o indicador, o destaque, porém, foi o grupo Bebidas em bares e restaurantes, com elevação de 3,14% frente a agosto. Os produtos administrados – transporte, energia elétrica, combustíveis, água – também tiveram peso importante na inflação de setembro, mas com uma alta nos preços um pouco menor, de 0,59%, na mesma base de comparação.

Alimentos – Os alimentos in natura registraram deflação de 2,02% em setembro. A queda, no entanto, não foi suficiente para impedir o aumento do custo da cesta básica na Capital, como mostra outra pesquisa da Fundação Ipead. No último mês, de acordo com a entidade, os gastos de um trabalhador adulto de Belo Horizonte com a alimentação subiram 0,42%, fechando em R$ 380,38, o equivalente a 40,60% do salário mínimo (R$ 937). A alta foi puxada, principalmente, pela chã de dentro (10,15%), manteiga (2,21%) e óleo de soja (1,65%).

A coordenadora de pesquisa e desenvolvimento da Fundação Ipead pondera que a relação entre o custo da cesta e o salário mínimo ainda é elevada, mas aos poucos está melhorando.

“O cenário de 2017 é bem mais favorável do que o de 2016 para o belo-horizontino. Em setembro do ano passado, para se ter ideia, a cesta estava em R$ 443,66: é uma diferença significativa para o bolso do consumidor”, destaca. No ano, o preço da cesta básica mostra um recuo de 8,38% na Capital; em 12 meses, a queda é ainda maior, de 14,26%.

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