Kalil anuncia reabertura de shoppings, salões de beleza e outras atividades em BH; veja o que vai mudar

Por: Patrícia Fiúza e Cristina Moreno de Castro, G1 Minas — Belo Horizonte

Depois de quase 40 dias fechada para todo o comércio não essencialBelo Horizonte vai voltar a abrir, a partir desta quinta-feira (6), as portas de shoppings centers, salões de beleza, galerias de loja e do comércio varejista e atacadista que não estavam funcionando por causa da pandemia do novo coronavírus.

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou nesta terça-feira (4) que a capital mineira poderá avançar para a fase 1 da flexibilização do isolamento (leia mais sobre as fases abaixo). Mas ele voltou a dizer que “a guerra não acabou” e que “não teme voltar a fechar tudo de novo”.

“Não tem festa, estamos tendo uma chance e vamos nos agarrar nesta chance com muita seriedade, porque senão teremos que fechar a cidade novamente”, disse Kalil.

A prefeitura monitora três indicadores para definir se pode avançar na flexibilização: o índice de transmissão (RT), que está em 0,91, ou seja, em alerta verde; a ocupação de leitos de enfermaria do SUS, que está em alerta amarelo, com 63%, e ocupação de leitos de UTI do SUS, que está em 84,4%, que em alerta vermelho.

Anteriormente, a prefeitura havia informado que, para a reabertura da cidade, era necessário ter dois indicadores no amarelo e um no verde. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, agora a prefeitura de Belo Horizonte vai passar a considerar também as taxas de ocupação de leitos na saúde suplementar.

A explicação é que 48,8% da população da cidade tem planos de saúde. Considerando, então, a estrutura dos planos de saúde, Belo Horizonte tem 1.613 leitos de enfermaria, com taxa de ocupação de 53,8% e 681 leitos de UTI, com ocupação de 80,6%.

Apesar de BH ainda não ter dois índices no amarelo e um no verde, mesmo considerando os leitos da rede privada, o secretário municipal de Saúde afirmou que o indicador de enfermaria “tende” a ficar amarelo e o de UTI “tende” a ficar verde. E que nos últimos três dias a demanda por terapia intensiva caiu na capital.

“Tivemos demanda de quatro pacientes nos últimos três dias. Ontem, não teve nenhum aguardando por leito. Hoje nenhum. A pressão por leitos de UTI tem caído e esta é uma das grandes justificativas. (…) Na semana passada, nós tivemos 90 pacientes aguardando por leitos de UTI. Nós estamos tendo mais altas do que admissões por leitos de UTI”, justificou o secretário.

O secretário e o prefeito voltaram a enfatizar a importância de manter a higiene das mãos, o uso das máscaras e de manter o distanciamento social, mesmo com a reabertura do comércio.

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