McCain adquire 49% da Forno de Minas

Fonte: Diário do Comércio

Líderes no segmento de alimentos congelados, a Forno de Minas e a McCain do Brasil Alimentos firmaram ontem um acordo de aquisição no qual a McCain, principal empresa na área de processamento e vendas de batatas pré-fritas congeladas no mundo, passa a ter 49% de participação nas ações da Forno de Minas. Os demais 51% das ações permanecem com a gestão atual da fabricante pioneira na comercialização de pão de queijo congelado, sediada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Do percentual adquirido pela McCain, 29% pertenciam ao fundo de private equity Mercatto Alimentos, adquirido pela Bozano Investimentos, e os outros 20% são de sócios pessoas físicas.

A associação é estratégica, na avaliação do CEO da Forno de Minas, Helder Mendonça, principalmente por se tratarem de empresas que atuam no mesmo segmento. Ele ressalta também que a operação mundial da McCain pode ajudar na expansão dos negócios tanto no Brasil como em outros países. “Enxergamos várias oportunidades de crescimento, como acelerar o processo de globalização do pão de queijo, e, internamente, há uma sinergia para distribuição de produtos, atingindo clientes em comum. Além disso, compartilhamos os mesmos valores e princípios, como valorização da marca e da qualidade dos produtos, o que nos atraiu no momento da escolha dos sócios”, explicou Mendonça.

O acordo de aquisição é responsável ainda por descartar o plano de abertura de capital da indústria mineira. O cancelamento do registro de companhia aberta perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o fechamento do capital foi aprovado pela totalidade dos acionistas da Forno de Minas em janeiro deste ano, pouco mais de dois anos depois de a empresa fazer seu registro de companhia aberta na CVM e começar a se organizar para realizar uma eventual oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da ordem de R$ 150 milhões. “Já entramos com pedido na CVM para fechar o capital e como a McCain também tem capital fechado, a partir dessa associação não temos pretensão de abrir o capital”, afirmou o CEO.

Histórico – Fundada na década de 1990, a empresa familiar líder no mercado de pão de queijo apresentou um crescimento incomum, que fez surgir a oportunidade de venda da marca para a multinacional Pillburry, em seguida comprada pela General Mills. Após dez anos sob o comando da multinacional, em 2009 a família adquiriu novamente o negócio e, desde então, a Forno de Minas adotou uma série de ações agressivas como forma de retomar e ampliar seu mercado, bem como a participação no segmento.

Prova disso é que, em 2010, a companhia vendeu 29% de seu capital para o fundo de private equity Mercatto Alimentos e se transformou em sociedade anônima (S/A) de capital fechado e, em 2013, a Bozano Investimentos comprou a Mercatto e se tornou sócia da Forno de Minas.

O atual CEO da Forno de Minas, Helder Mendonça, ressalta que, apesar do histórico de vendas, o novo acordo com a McCain do Brasil Alimentos mantém as gestões das duas companhias separadas. A parceria, segundo ele, fortalece economicamente a empresa mineira, uma vez que o investimento permite acelerar o crescimento da companhia. “A família Mendonça continua à frente do negócio de forma independente. Em função da sociedade, podemos desenvolver projetos que já existem e iniciar novos. Ficamos fortalecidos para fazer investimentos, lançar novos produtos e buscar novos mercados”, aponta.

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