Mercado antevê inflação de 3,09% em 2017

Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas
As principais instituições do mercado financeiro brasileiro elevaram em 0,01 ponto percentual a projeção para a inflação de 2017, ou seja, de 3,08% para 3,09%. Se o resultado for confirmado, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficará aquém da meta governamental de 4,50%, contudo, não irá permanecer abaixo do limite inferior de 3,0% (margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo).
A meta inflacionária é estruturada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) – órgão normativo do Sistema Financeiro Nacional (SFN) que detém a responsabilidade de estabelecer a política do crédito e da moeda no país. No âmbito da política monetária, cabe ao o Banco Central executar as diretrizes determinadas pelo CMN com o intuito de cumprir a meta de inflação fixada para um determinado período.
Ante 2018, o mercado prevê uma inflação de 4,04% – 0,02 ponto percentual acima da estimativa anterior (4,02%). Este valor está abaixo da meta estipulada para o ano (4,5%). A margem de tolerância para referido ano é equivalente à de 2017.
Selic (Juros)
Em relação taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, o mercado conservou a projeção anterior – previsão de 7,00% ao ano para o encerramento de 2017, ou seja, nível inferior perante o menor percentual registrado na série histórica do Banco Central – 7,25% (outubro 2012). Para o próximo ano, a perspectiva também foi mantida em 7,00% ao ano.
Produto Interno Bruto (PIB)
A perspectiva para o crescimento do PIB de 2017 foi mantida em 0,73%, percentual que corrobora a crença na recuperação lenta / gradual da atividade econômica brasileira. Em relação a 2018, o mercado acredita em uma alta de 2,50% (projeção equivalente a anterior), Isto é, no exercício em questão será evidenciado o retorno do desenvolvimento da economia do país.

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