Mercado continua instável em Minas Gerais

Fonte: Diário do Comércio

O mercado de trabalho formal em Minas Gerais continua instável. Após registrar superávit de 4,5 mil vagas em outubro, o Estado voltou a amargar perdas no mês passado. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em novembro, houve déficit de 2 mil postos em Minas. Os piores resultados foram observados na agropecuária e na construção civil.

Ao todo, foram registradas 124.287 contratações contra 126.324 desligamentos no Estado, culminando com um saldo negativo de 2.037 vagas. Ainda assim, o saldo no acumulado dos nove primeiros meses de 2017 se manteve positivo em 61.120 empregos, oriundos da admissão de 1,567 milhão de pessoas menos a dispensa de 1,505 milhão de profissionais.

Considerando os últimos 12 meses, o superávit foi de 7.642 vagas. Neste caso, o total contratado foi de 1,664 milhão de trabalhadores e o total demitido de 1,657 milhão de pessoas.

Em 2016, em novembro também houve déficit na geração de empregos em Minas. Mas, naquela época, as vagas fechadas somaram 11.402. Dessa maneira, no acumulado daquele exercício, também foi registrado saldo negativo (-66.238), assim como no acumulado dos 12 meses (-133.032).

Na análise mensal, quando houve déficit de 2 mil postos de trabalho, a principal contribuição negativa veio da agropecuária, cujo saldo de emprego, segundo o Caged, ficou negativo em 4.563 vagas. No período, o setor contratou 10.657 trabalhadores e demitiu outros 15.220. O resultado do setor foi pior do que em igual época do ano passado, quando o saldo negativo foi de apenas 2.725.

Logo em seguida, a construção civil apareceu com o fechamento de 4.105 empregos. O total admitido foi de 13.805 profissionais, mas o total dispensado chegou a 17.910. Neste caso, o resultado foi melhor do que em novembro de 2016, quando o déficit chegou a 7.159 postos.

A indústria da transformação também não teve resultado favorável no último mês, uma vez que foram aprovadas 17.997 pessoas e dispensadas 19.848, gerando um saldo negativo de 1.851 empregos. Um ano antes este número havia ficado negativo em 5.120.

Na outra ponta, o comércio foi a atividade que mais gerou emprego no penúltimo mês de 2017. Ao todo foram 7.204 vagas, criadas a partir da admissão de 35.816 funcionários. As demissões no segmento chegaram a 28.612. Vale destacar que o superávit foi maior do que as 6.437 geradas em novembro do ano passado.

Acumulado – No acumulado do ano até novembro, as principais contribuições para a manutenção do resultado positivo vieram do setor de serviços (25.641), da indústria da transformação (14.838) e da agropecuária (9.169).

A única atividade com resultado negativo neste tipo de comparação foi a de serviços industriais de utilização pública, cujo déficit no emprego foi de 695 vagas.

Em relação aos últimos 12 meses, quando a criação de postos de trabalho chegou a 7.642 unidades, somente o setor de serviços gerou 8.554 empregos e o comércio 4.680. A atividade de serviços industriais de utilização pública fechou 8.058 vagas e a indústria de transformação 1.337.

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