Mercado financeiro reduz previsão para o PIB de 2019, de 1,13% para 1%. 15º recuo consecutivo

Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas

 

As principais instituições financeiras do país reduziram a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, assim, a previsão passou de 1,13% para 1%. Esta foi a 15ª semana consecutiva de queda. 

O corte promovido foi influenciado, especialmente, pelo péssimo resultado do PIB referente ao primeiro trimestre de 2019, recuo de 0,2% ante o trimestre o imediatamente anterior. A variação negativa observada retificou a estagnação de economia brasileira – paralização fomentada pelo ambiente de incertezas. 

O atual contexto econômico brasileiro inibe os investimentos e acarreta um efeito nocivo sobre a geração de empregos.

Para a expansão do PIB de 2020, a projeção passou de 2,50% para 2,25%. 

                                                

Inflação

A projeção para a inflação oficial, mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi reduzida de 4,03% para 3,89%. A meta para 2019 é de 4,25% com margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais para cima ou para baixo (2,75% e 5,75%). 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) estipula / fixa a meta inflacionária. E cabe ao Banco Central (autoridade monetário do país) persegui a meta, em especial, por meio da instrumentalização da Taxa Selic – elevação ou redução do indicador. 

                                                 

Taxa Selic

 Em relação à taxa Selic, a projeção para este ano foi mantida em 6,5% ao ano, atual patamar do indicador. Contudo, a paralização da economia intensificou a pressão para um eventual corte Selic, com o intuito de reavivar a atividade econômica por meio da ampliação do mercado de crédito (redução dos juros,  aumento dos investimentos e do consumo). 

                                                 

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